Quinta-feira, 21 de maio de 2026
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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou nesta quinta-feira (14/05) que os ataques israelenses resultaram na morte de pelo menos 200 crianças no Líbano, enquanto outras 806 ficaram feridas. Isso significa que, em média, 14 crianças são mortas ou feridas diariamente pelo exército israelense.

Ao emitir o alerta, a organização destacou que as crianças libanesas estão pagando o preço mais alto do conflito, enfrentando deslocamento forçado e exposição constante a situações traumáticas que comprometem seu futuro.

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Ainda de acordo com o UNICEF, desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em 16 de abril, 23 crianças perderam a vida e outras 93 ficaram feridas, evidenciando a continuidade das violações mesmo após os compromissos diplomáticos assumidos.

Além disso, segundo a entidade, mais de 770 mil crianças enfrentam crises de saúde mental em razão da perda de familiares e da destruição de suas casas. O diretor regional da agência afirmou que os bombardeios deixaram cicatrizes devastadoras e permanentes nos sobreviventes.

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Dados do Conselho Nacional de Pesquisa Científica do Líbano apontam que a ofensiva militar israelense provocou destruição total ou danos graves em quase 300 mil residências no país. Durante o conflito, entre 2023 e 2024, 230.436 imóveis foram atingidos, somando-se a outras 61.056 residências afetadas exclusivamente entre 2 de março e 8 de maio de 2026.

Em decorrência dessa destruição, comunidades inteiras foram reduzidas a escombros, especialmente no sul do país e em áreas urbanas de Beirute. A situação impede que milhares de famílias deslocadas, incluindo bebês e crianças, retornem com segurança para seus lares.

O relatório geográfico também identificou o distrito de Nabatiyeh, no sul do Líbano, como o epicentro da devastação recente, com 33.930 casas afetadas, seguido pelo Distrito Sul e pela região metropolitana da capital.

Imagens de satélite ainda indicam que as operações militares expandiram o raio de destruição para além do rio Litani, apontando para uma estratégia de devastação em larga escala semelhante à observada em Gaza.

(*) Com Telesur