Chega ao Brasil nas telas dos cinemas o documentário Naza, dirigido pelos cineastas israelenses Rachel Szor e Yuval Abraham, obra que foi exibida recentemente no 83º Festival de Cinema de Veneza, ocasião em que recebeu 25 minutos de aplausos. Sua estreia nas salas brasileiras está marcada para o dia 1º de outubro.
A produção cinematográfica, que levou três anos para ser concluída, denuncia os sistemas utilizados pelas forças israelenses em operações militares em Gaza e reúne 24 depoimentos anônimos de militares e integrantes da inteligência israelense.
Produzido pelo cineasta Jonathan Glazer, Naza tem seu nome inspirado no eufemismo utilizado pelos serviços de inteligência israelenses para indicar o número de civis que possivelmente morrerão em um bombardeio. A sigla vem do termo “Nezek Agavi”, que significa “dano colateral”.

O filme, que conta com depoimentos de membros das Forças de Defesa de Israel (IDF), foi filmado em Tel Aviv e aborda o uso de inteligência artificial nos processos que resultam no assassinato em massa e calculado de civis palestinos em Gaza.
Segundo Abraham, o filme não se trata de um “acidente”, mas de uma “estratégia deliberada”. Ele descreve os ataques como “atos homicidas e políticos baseados na total desumanização dos palestinos” e afirma que “os oficiais da inteligência israelense com quem conversamos nos explicaram como esse massacre é sistêmico”.