Terça-feira, 3 de março de 2026
APOIE
Menu

A agência catari Al Jazeera divulga nesta sexta-feira (06/02) um documentário jornalístico sobre a atuação de grupos armados, como agentes locais de Israel, dentro da Faixa de Gaza.

A investigação identifica nomes, rotas de deslocamento e locais de treinamento dessas milícias, reunindo depoimentos e imagens que evidenciam recrutamentos e operações. O material será exibido no programa “O que está oculto é maior”, apresentado pelo jornalista Tamer Almisshal, nesta sexta-feira, às 21h em Doha e às 15h de Brasília.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

A investigação, afirma a agência catari, mostra grupos armados circulando livremente do norte ao sul de Gaza por trás da chamada “linha amarela”, onde o Exército israelense permanece entrincheirado desde a entrada em vigor da primeira fase do “cessar-fogo”.

A investigação ressalta que a trégua firmada em outubro de 2025 vem sendo repetidamente violada, o que já levou à morte de 525 palestinos. A “linha amarela” imposta pelo acordo, aponta Al Jazeera, avança entre 1,5 km e 6,5 km a partir da fronteira leste com Israel, cobrindo 58% do território do enclave.

Mais lidas

A investigação aponta que esses grupos teriam acesso a essas áreas proibidas para os palestinos. Em junho do ano passado, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu admitiu publicamente usar grupos armados para ajudar a combater o Hamas.

Al Jazeera exibe investigação sobre milícias armadas à serviço de Israel em Gaza
Captura de tela/ Al Jazeera

Entre os grupos, está o Forças Populares, fundado por Yasser Abu Shabab, morto em dezembro e sucedido por Ghassan al-Dahini.
No ano passado, Abu Shabab afirmou que a organização estava protegendo os carregamentos de suprimentos enviados aos centros de distribuição de ajuda humanitária administrados pela controversa Fundação “Humanitária” de Gaza (GHF).

Na época, Israel acusou o Hamas de roubar os suprimentos. O desvio da ajuda humanitária, sustenta a reportagem, teria sido realizado pelo grupo para revendê-la aos moradores famintos. A investigação também cita o grupo armado Força de Ataque Contra o Terrorismo, liderado por Hussam al-Astal, um ex-oficial das forças de segurança da Autoridade Palestina, acusado de colaborar com Israel desde os anos 90.