Al Jazeera exibe investigação sobre milícias armadas à serviço de Israel em Gaza
Grupos circulam livremente por regiões interditadas aos palestinos; documentário será divulgado nesta sexta (06) às 15h
A agência catari Al Jazeera divulga nesta sexta-feira (06/02) um documentário jornalístico sobre a atuação de grupos armados, como agentes locais de Israel, dentro da Faixa de Gaza.
A investigação identifica nomes, rotas de deslocamento e locais de treinamento dessas milícias, reunindo depoimentos e imagens que evidenciam recrutamentos e operações. O material será exibido no programa “O que está oculto é maior”, apresentado pelo jornalista Tamer Almisshal, nesta sexta-feira, às 21h em Doha e às 15h de Brasília.
A investigação, afirma a agência catari, mostra grupos armados circulando livremente do norte ao sul de Gaza por trás da chamada “linha amarela”, onde o Exército israelense permanece entrincheirado desde a entrada em vigor da primeira fase do “cessar-fogo”.
A investigação ressalta que a trégua firmada em outubro de 2025 vem sendo repetidamente violada, o que já levou à morte de 525 palestinos. A “linha amarela” imposta pelo acordo, aponta Al Jazeera, avança entre 1,5 km e 6,5 km a partir da fronteira leste com Israel, cobrindo 58% do território do enclave.
A investigação aponta que esses grupos teriam acesso a essas áreas proibidas para os palestinos. Em junho do ano passado, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu admitiu publicamente usar grupos armados para ajudar a combater o Hamas.

Al Jazeera exibe investigação sobre milícias armadas à serviço de Israel em Gaza
Captura de tela/ Al Jazeera
Entre os grupos, está o Forças Populares, fundado por Yasser Abu Shabab, morto em dezembro e sucedido por Ghassan al-Dahini.
No ano passado, Abu Shabab afirmou que a organização estava protegendo os carregamentos de suprimentos enviados aos centros de distribuição de ajuda humanitária administrados pela controversa Fundação “Humanitária” de Gaza (GHF).
Na época, Israel acusou o Hamas de roubar os suprimentos. O desvio da ajuda humanitária, sustenta a reportagem, teria sido realizado pelo grupo para revendê-la aos moradores famintos. A investigação também cita o grupo armado Força de Ataque Contra o Terrorismo, liderado por Hussam al-Astal, um ex-oficial das forças de segurança da Autoridade Palestina, acusado de colaborar com Israel desde os anos 90.
























