Após cinquenta dias em greve de fome, ativistas pró-Palestina são hospitalizados no Reino Unido
Eles foram presos por pertencerem à organização Palestine Action, considerada 'terrorista' no país por boicotar indústria bélica israelense
Dois presos no Reino Unido ligados ao grupo Palestine Action foram hospitalizados após entrarem em greve de fome, segundo informações de familiares e amigos divulgadas pela emissora Al Jazeera. O fato aumenta o temor de que os jovens ativistas, que se recusam a comer em protesto, possam morrer.
Kamran Ahmed, de 28 anos, detido na prisão de Pentonville, em Londres, foi hospitalizado no sábado (20/12), informou sua irmã, Shahmina Alam. Seu último peso registrado foi de 60 kg. Esta é a terceira vez que Ahmed é hospitalizado desde o início da greve de fome.
Amu Gib, de 30 anos, foi levado ao hospital na sexta-feira (19/12) após 50 dias sem se alimentar na prisão de Bronzefield, em Surrey. A informação foi confirmada pelo grupo Prisoners for Palestine e por sua amiga Nida Jafri.
Qesser Zuhrah, de 20 anos, que se recusa a comer há 50 dias, também está hospitalizada, tendo perdido 13% do seu peso corporal, segundo seus advogados. Os outros manifestantes são Heba Muraisi, Teuta Hoxha e Lewie Chiaramello, que é diabético e se recusa a comer dia sim, dia não.
Ahmed e Gib estão entre os seis detidos que protestam em cinco prisões diferentes devido ao seu alegado envolvimento em invasões à subsidiária britânica da empresa de defesa israelense Elbit Systems, em Bristol, e a uma base da Força Aérea Real em Oxfordshire. Eles negam as acusações que lhes são imputadas, como roubo e distúrbios violentos.
As exigências dos grevistas de fome incluem fiança imediata, o direito a um julgamento justo e a retirada da proibição do grupo Palestine Action, que acusa o governo do Reino Unido de cumplicidade nos crimes de guerra de Israel em Gaza. O governo britânico proibiu o Palestine Action em julho, classificando-o como um grupo “terrorista”, rótulo que se aplica a grupos como o Estado Islâmico (ISIS). A classificação do grupo como “terrorista” é amplamente criticada por organizações de direitos humanos e movimentos progressistas, que a veem como uma tentativa de criminalizar a solidariedade internacional com a Palestina.
Os manifestantes exigem o fim da alegada censura na prisão, acusando as autoridades de reter correspondências, telefonemas e livros. Eles também pedem o fechamento de todas as instalações da Elbit.























