Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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Dois presos no Reino Unido ligados ao grupo Palestine Action foram hospitalizados após entrarem em greve de fome, segundo informações de familiares e amigos divulgadas pela emissora Al Jazeera. O fato aumenta o temor de que os jovens ativistas, que se recusam a comer em protesto, possam morrer.

Kamran Ahmed, de 28 anos, detido na prisão de Pentonville, em Londres, foi hospitalizado no sábado (20/12), informou sua irmã, Shahmina Alam. Seu último peso registrado foi de 60 kg. Esta é a terceira vez que Ahmed é hospitalizado desde o início da greve de fome.

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Amu Gib, de 30 anos, foi levado ao hospital na sexta-feira (19/12) após 50 dias sem se alimentar na prisão de Bronzefield, em Surrey. A informação foi confirmada pelo grupo Prisoners for Palestine e por sua amiga Nida Jafri.

Qesser Zuhrah, de 20 anos, que se recusa a comer há 50 dias, também está hospitalizada, tendo perdido 13% do seu peso corporal, segundo seus advogados. Os outros manifestantes são Heba Muraisi, Teuta Hoxha e Lewie Chiaramello, que é diabético e se recusa a comer dia sim, dia não.

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Ahmed e Gib estão entre os seis detidos que protestam em cinco prisões diferentes devido ao seu alegado envolvimento em invasões à subsidiária britânica da empresa de defesa israelense Elbit Systems, em Bristol, e a uma base da Força Aérea Real em Oxfordshire. Eles negam as acusações que lhes são imputadas, como roubo e distúrbios violentos.

As exigências dos grevistas de fome incluem fiança imediata, o direito a um julgamento justo e a retirada da proibição do grupo Palestine Action, que acusa o governo do Reino Unido de cumplicidade nos crimes de guerra de Israel em Gaza. O governo britânico proibiu o Palestine Action em julho, classificando-o como um grupo “terrorista”, rótulo que se aplica a grupos como o Estado Islâmico (ISIS). A classificação do grupo como “terrorista” é amplamente criticada por organizações de direitos humanos e movimentos progressistas, que a veem como uma tentativa de criminalizar a solidariedade internacional com a Palestina.

Os manifestantes exigem o fim da alegada censura na prisão, acusando as autoridades de reter correspondências, telefonemas e livros. Eles também pedem o fechamento de todas as instalações da Elbit.