Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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Dias após ataques, detenções ilegais e denúncias de tortura cometidos pelas forças militares israelenses, os ativistas da missão internacional da Global Sumud Flotilla retomaram, nesta quinta-feira (14), sua travessia rumo à Faixa de Gaza, na Palestina.

Rearticulada a partir do porto de Marmaris, na Turquia, a nova etapa da missão reúne 54 embarcações, cerca de 500 participantes de 45 países e ocorre um dia antes do Dia da Nakba, marco da expulsão e dispersão do povo palestino, iniciada em 1948.

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A retomada da missão ocorre poucas semanas após uma operação israelense que sequestrou parte da coordenação da flotilha em águas internacionais, próximas à Grécia. Segundo os organizadores, ao menos 22 embarcações foram interceptadas e cerca de 175 ativistas foram detidos. Entre eles, estavam o brasileiro Thiago Ávila e o coordenador palestino-espanhol, Saif Abukeshek, que permaneceram presos em Israel por 10 dias e denunciaram agressões, isolamento, privação de água e tortura durante o período de detenção.

“Estamos a poucos dias de Gaza, prontos para romper o cerco ilegal da entidade sionista sobre a Palestina histórica. Nesse momento, a Global Sumud reúne mais de 50 embarcações na última perna da missão. Seguimos apesar das inúmeras tentativas de minar a continuidade desse processo, e de um sequestro em águas internacionais patrulhadas pela Grécia”, afirmou Beatriz Moreira de Oliveira, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimiento de Afectados por Represas (MAR), que enviou novos relatos diretamente do Mediterrâneo.

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Crédito: Divulgação

Beatriz também relaciona a travessia ao conceito palestino de sumud, palavra árabe associada à resistência e à perseverança diante da ocupação. “Gaza hoje é o farol que chama a política do internacionalismo dos povos e nos chama à ação. Nós, do MAB, não temos outra alternativa: Palestina livre nos chama. Todos os olhos precisam estar em Gaza e na Global Sumud”, disse.

A flotilha, organizada por uma coalizão internacional de movimentos e organizações civis, busca romper o bloqueio imposto por Israel à Gaza e entregar ajuda humanitária à população palestina, que sofre com um cenário extremo de fome, destruição da infraestrutura civil e colapso do sistema de saúde.

Além da flotilha marítima, um comboio terrestre internacional também se organiza no Norte da África para avançar em direção à passagem de Rafah, na fronteira sul de Gaza.