Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O número de mortos em um bombardeio noturno israelense em uma escola da agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA) subiu para 37 mortos nesta quinta-feira (06/06), segundo informações do Hospital Al-Aqsa, em Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza.

O Exército israelense reivindicou o ataque, alegando que uma base do Hamas estava localizada no estabelecimento, situado em Nuseirat, no centro do enclave. “Vários terroristas” foram eliminados, segundo as forças israelenses.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Os caças do Exército realizaram um ataque preciso a uma base do Hamas dentro de uma escola da UNRWA na região de Nuseirat”, afirmou o Exército israelense.

De acordo com um comunicado, “terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica pertencentes às forças de Nukhba que participaram do ataque mortal contra comunidades no sul de Israel, em 7 de outubro, estavam operando no complexo. Os terroristas dirigiram sua campanha de terror da área da escola, explorando-a e usando como abrigo”, diz o texto.

Mais lidas

Muitos edifícios da agência da ONU na Faixa de Gaza foram transformados em abrigos para a população civil do território palestino retirada de suas casas, após oito meses de combates.

A agência diz que a maioria de suas escolas que abrigam deslocados foram afetadas pelos bombardeios. Algumas estão completamente destruídas.

O Exército israelense acusa os combatentes do Hamas, que estão no poder na Faixa de Gaza desde 2007, de se esconderem nesses edifícios.

O grupo, considerado uma organização terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos, negou as acusações.

Segundo um médico do Hospital de Al-Aqsa, seis pessoas morreram e várias outras ficaram feridas após outro ataque israelense a uma casa no campo de refugiados de Nuseirat durante a noite de quarta-feira.

No início da noite, o hospital disse que estava enfrentando uma “falha de um de seus geradores de energia”, o que poderia complicar o tratamento de pacientes vulneráveis e causar “uma catástrofe humanitária”.

UNRWA/Twitter
ONU diz que a maioria de suas escolas que abrigam deslocados foram afetadas pelos bombardeios

A agência da ONU para refugiados coordena quase toda a ajuda a Gaza e foi acusada por Israel em janeiro de envolvimento no ataque de 7 de outubro, que deu início à guerra na Faixa de Gaza. Isso levou muitos países, incluindo os Estados Unidos, o maior doador, a suspender o financiamento à agência.

Negociações em Doha

Segundo testemunhas, intensos disparos de foguetes também ocorreram durante a noite nos campos de al-Boureij e Maghazi, no centro da Faixa de Gaza.

De acordo com uma fonte local, aviões israelenses também realizaram vários ataques no leste e no centro da cidade de Rafah, na fronteira com o Egito, onde o Exército israelense lançou operações terrestres no início de maio.

As forças de Israel afirmam terem matado três combatentes que tentavam atravessar a cerca de segurança entre a Faixa de Gaza e Israel, na área de Rafa. A ofensiva em Rafah, que a ONU diz ter forçado um milhão de palestinos a fugir da cidade, também levou ao fechamento da passagem com o Egito, essencial para a entrada de ajuda internacional no território sitiado.

Cessar-fogo

Egito, Estados Unidos e Catar, que desempenham o papel de mediadores, continuam as negociações para um cessar-fogo, poucos dias depois de o presidente norte-americano, Joe Biden, anunciar um plano proposto por Israel.

A primeira fase do acordo prevê um cessar-fogo de seis semanas, acompanhado por uma retirada israelense de áreas densamente povoadas de Gaza, a libertação de alguns reféns sequestrados durante o ataque do Hamas e prisioneiros palestinos detidos por Israel.

Segundo uma fonte próxima das negociações, o primeiro-ministro do Catar, o chefe da inteligência egípcia e o Hamas discutiram nesta quarta-feira um acordo para uma trégua em Gaza e uma troca de reféns e prisioneiros.

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, reiterou na quarta-feira (05/06) as exigências do movimento, que estudará “seriamente” qualquer proposta baseada em “uma interrupção completa” da ofensiva israelense, “uma retirada total” de Gaza e “uma troca de prisioneiros”.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na quarta-feira que Israel estava “pronto para uma operação muito intensa” na fronteira com o Líbano, onde o Hezbollah troca tiros com o exército israelense diariamente em apoio ao Hamas.