Ataque israelense mata organizador que exibia jogos da Copa do Mundo em Gaza
Mohamed al-Wahidi foi uma das quatro vítimas atingidas em bombardeio no bairro de Sabra; Comitê Egípcio em Gaza organizou telões na cidade para transmitir o campeonato
Um ataque israelense em Gaza, pouco antes do início da partida entre Egito e Argentina pela Copa do Mundo na terça-feira (07/07), matou um importante funcionário palestino de ajuda humanitária que auxiliava a organizar transmissões públicas do jogo em todo o enclave, segundo autoridades de saúde locais que informaram a agência Associated Press.
A bomba atingiu um carro no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, matando Mohamed al-Wahidi, funcionário do Comitê Egípcio em Gaza, Hamza al-Deri, de 10 anos, e seu irmão de 8 anos, Fari. Ahmed Daghmush, de 33 anos, motorista do carro, também morreu. A informação é do Dr. Mohamed Abu Selmiya, diretor do Hospital Shifa, que recebeu os quatro corpos.
O Exército israelense afirmou que al-Wahidi, que ajudou a organizar as exibições de jogos de futebol, não era alvo do ataque. al-Wahidi trabalhava para um comitê que é o braço humanitário do governo egípcio, que fornece alimentos, abrigos e outros tipos de assistência aos palestinos em Gaza. A organização desenvolveu a iniciativa de instalar telões por toda Gaza para assistir a partidas de futebol, segundo informações.
O técnico Hossam Hassan da seleção egípcia fez com que muitos torcedores em Gaza apoiassem o Egito na competição da Copa do Mundo de 2026, devido a suas declarações à Palestina em coletivas de imprensa e por exibir a bandeira durante a vitória sobre a Austrália.
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Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), a ofensiva tinha como alvo um militante do Hamas e estavam verificando se Daghmush era o alvo. Por sua vez, Abu Selmiya declarou que ele “é um motorista de táxi que não possui qualquer ligação conhecida com grupos militantes”, disse à AP.
Além disso, outro bombardeio israelense atingiu a mesma rua meia hora antes, sem causar vítimas. Fontes médicas informaram que, nas últimas 24 horas, oito corpos e 17 feridos foram levados para hospitais em Gaza.
Apesar da trégua em vigor, o cessar-fogo que entrou em vigor em Gaza em 11 de outubro, as violações israelenses do acordo continuaram, o número de mortos e feridos chegou a 1.084 e 3.491, respectivamente. No entanto, desde o início da agressão israelense em outubro de 2023, cerca de 73.110 pessoas morreram, sendo a maioria mulheres e crianças, e pelo menos 173.599 também ficaram feridas.
























