Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
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Ativistas ligados ao grupo Palestine Action presos no Reino Unido estão à beira da morte, em greve de fome, enquanto suas exigências são ignoradas pela Justiça britânica, segundo informações da emissora Al Jazeera.

Os detidos iniciaram a greve em novembro passado, após serem presos por suposto envolvimento em invasões à subsidiária britânica da empresa israelense de defesa Elbit Systems, em Bristol, e a uma base da Força Aérea Real (RAF), em Oxfordshire. Os detidos negam as acusações.

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Segundo amigos e familiares dos ativistas à emissora catari, os manifestantes reivindicam a concessão de fiança, o direito a um julgamento justo e a retirada da classificação do Palestine Action pelo governo britânico como “organização terrorista”. A medida, efetivada em julho passado, equiparou a organização ao Estado Islâmico (ISIS) e à Al-Qaeda.

Além disso, o grupo exige o fechamento de todas as instalações da Elbit no Reino Unido, como parte das sanções contra Israel pelo genocídio na Faixa de Gaza. Também pedem o fim do que acusam como censura nas prisões, acusando as autoridades britânicas de reterem correspondências, telefonemas e livros.

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Os prisioneiros Heba Muraisi, Kamran Ahmed e Lewie Chiaramello estão entre os que se recusam a comer. Muraisi, a integrante do grupo que está de jejum há mais tempo, “está pálida e magra”. “Suas maçãs do rosto estão bem proeminentes. Ela parece bastante emaciada”, disse sua amiga Amareen Afzal.

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@pal_action-news/ Instagram

Nas últimas três semanas, Muraisi, londrina que trabalhava como florista e salva-vidas, tem sofrido com espasmos musculares, falta de ar, dores intensas e baixa contagem de glóbulos brancos. De acordo com Afzal, ela foi internada três vezes nos últimos dias, sendo notória a piora de sua memória e capacidade de dialogar.

Já Ahmed, mecânico em Londres, perdeu a audição do ouvido esquerdo, sofre com dores no peito, falta de ar, tonturas e baixa frequência cardíaca, tendo como consequência internações hospitalares desde que começou a recusar alimentos.

Segundo Shahmina Alam, que visitou seu irmão de 28 anos, Ahmed está “magro”, descrevendo-o como “um pedaço de papel”. “Como perdeu muito peso, ele está um pouco curvado”, relatou à Al Jazeera.

Em meio à piora no quadro de saúde dos manifestantes, os advogados do grupo estão solicitando uma reunião com David Lammy, secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, para discutir o bem-estar dos ativistas.

O médico de emergência que atende os ativistas detidos James Smith criticou a forma e o nível de atendimento dentro do sistema prisional britânico. Também alertou para uma fase crítica, em que a morte e danos irreversíveis à saúde são “cada vez mais prováveis”.