Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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O Centro Australiano para a Justiça Internacional (ACIJ), a Al-Haq e o Centro Al Mezan para os Direitos Humanos, que são grupos jurídicos, solicitaram nesta sexta-feira (23/01) formalmente à Polícia Federal Australiana (AFP) que investigue o presidente israelense Isaac Herzog por seu papel em supostos crimes de guerra, diante dos relatos de sua possível visita a Austrália no início de fevereiro.

As organizações escreveram para “alertar urgentemente” a AFP sobre suas preocupações “à luz de alegações criminais sérias e críveis de incitação ao genocídio e defesa do genocídio” feitas pelo presidente Isaac Herzog durante o “ataque militar” de Israel em Gaza desde 7 de outubro de 2023.

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Os grupos anexaram um documento de 10 páginas detalhando as alegações contra Herzog, bem como as obrigações da Austrália perante o direito internacional e sua própria legislação nacional.

“Nos casos em que conclusões internacionais credíveis indicam incitamento ao genocídio e em que não houve responsabilização interna, a Austrália tem tanto a autoridade legal quanto a responsabilidade de agir”, disse Rawan Arraf, diretora executiva da ACIJ, em comunicado.

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A diretora também afirmou que o governo australiano estaria demonstrando um “desrespeito flagrante” por suas obrigações legais internacionais “ao permitir que Herzog entrasse na Austrália sem uma investigação da Polícia Federal Australiana (AFP)”.

Shawan Jabarin, diretor-geral da Al-Haq, observou que Herzog afirmou que “não há civis inocentes em Gaza” e que era chefe de Estado quando Israel matou 23.000 crianças e 1.000 bebês “antes de completarem um ano de idade” em Gaza.

Segundo o jornal The Times of Israel, Herzog deverá visitar Sydney no dia 7 de fevereiro, a convite do primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, a convite do primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, para uma visita marcada pelo ataque terrorista de dezembro na praia de Bondi, que matou 15 pessoas em uma celebração judaica.

Albanese disse a repórteres em dezembro que o governo australiano havia estendido um convite a Herzog “para homenagear e lembrar as vítimas do ataque terrorista antissemita em Bondi e fornecer apoio aos judeus australianos e à comunidade judaica australiana neste momento”.

O parlamento federal da Austrália introduziu novas e rigorosas leis de reforma do controle de armas após o ataque, bem como reformas no combate ao discurso de ódio, que suscitaram preocupações entre ativistas em relação a algumas disposições de grande alcance.