Catar pede urgência na implementação da 2ª fase do cessar-fogo em meio a risco de ruptura
Primeiro-ministro catari disse que violações israelenses, que mataram 394 palestinos, põem 'mediadores em posição difícil'
O primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, alertou na quarta-feira (17/12) que as violações diárias do cessar-fogo na Faixa de Gaza, por parte de Israel, ameaçam o acordo. A autoridade catari também defendeu a necessidade da entrada “incondicional” de ajuda humanitária no enclave enquanto pediu avanços “imediatos” rumo à próxima fase do plano de paz costurado pelos Estados Unidos.
O apelo foi feito após o premiê ter uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Washington, durante a qual enfatizou que “atrasos e violações do cessar-fogo colocam em risco todo o processo e colocam os mediadores em uma posição difícil”.
As discussões ocorreram no âmbito do sétimo Diálogo Estratégico EUA-Catar, enquanto o regime sionista continua pondo em risco o acordo de paz com ataques diários. Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em 10 de outubro, Israel violou o acordo pelo menos 738 vezes, matando mais de 394 palestinos e ferindo outros 1.075, conforme as contabilizações da emissora catari Al Jazeera.
De acordo com o veículo, há algumas questões críticas envolvendo o avanço para a segunda etapa do tratado. A principal é o fato de que Israel não tem interrompido suas ofensivas contra o povo palestino, enquanto outro tópico se trata da formação de uma força internacional de estabilização (ISF, na sigla em inglês), que deve incluir tropas indonésias e turcas. Israel tem hesitado o ponto diante do envolvimento da Turquia e da crise humanitária crescente em Gaza.
O chefe do Hamas em Gaza, Khalil al-Hayya, também alertou no último fim de semana que as contínuas violações israelenses “ameaçam a viabilidade do acordo” e instou o presidente norte-americano Donald Trump a obrigar Israel a cumprir seus compromissos.

Tempestades em Gaza agravam crise humanitária
Reprodução/Tasnim
Crise humanitária
Em meio aos bombardeios diários, a situação humanitária no enclave tem se agravado por conta da chegada das tempestades de inverno, com centenas de milhares de palestinos se aglomerando em tendas improvisadas frágeis ou em prédios na mira israelense. Grupos de ajuda denunciam que os desabamentos que deixaram mortos nas atuais condições climáticas tiveram influência da recusa de Israel em permitir suprimentos vitais, incluindo casas móveis e materiais de construção em Gaza.
Segundo o governo palestino, a entrega de ajuda continua restrita, com apenas 39% dos caminhões alocados chegando aos seus destinos dentro do enclave. O órgão também acrescenta que Tel Aviv bloqueou alimentos nutritivos enquanto permite a entrada de itens não essenciais.
























