Sexta-feira, 7 de agosto de 2026
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Após o governo de Israel confirmar nesta sexta-feira (17/01) que cumprirá o acordo de cessar-fogo com o Hamas anunciado oficialmente há dois dias, o debate a respeito do tema passou a se centrar nos detalhes a respeito do documento e no cronograma que deverá ser cumprido a partir do início da trégua, previsto para o próximo domingo (19/01).

O planejamento anunciado neste primeiro momento do acordo prevê três fases, sendo que as duas primeiras devem duras 42 dias cada uma.

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Primeira fase do acordo

Esta primeira etapa consiste na suspensão temporária das hostilidades, baseada na cessação das operações militares por ambos os lados. O texto do acordo diz que as forças israelenses devem se retirar das áreas povoadas da Faixa de Gaza, passando a ocupar uma zona ao longo da fronteira.

Serão impostas algumas restrições de atividades na aérea onde se aplicará o cessar-fogo, como a suspensão temporária das operações aéreas militares e de reconhecimento em Gaza por 10 horas diárias, que será estendida para 12 horas nos dias em que reféns e prisioneiros forem libertados.

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O acordo prevê uma agenda na qual o “Dia 1” seria o próximo domingo (19 de janeiro). No Dia 7 (25 de janeiro), deve ocorrer a libertação de sete prisioneiros palestinos, e após confirmado esse intercâmbio as forças israelenses terão que se retirar completamente da Rua Al-Rashid para o leste, para a Rua Salah Al-Din, desmantelando todas as posições militares. Então, as pessoas deslocadas para outras regiões de Gaza retornarão para suas casas sem armas, e a ajuda humanitária deverá fluir livremente pela Rua Al-Rashid. Os feridos devem ser evacuados para seu tratamento no exterior.

A partir do dia 22 (10 de fevereiro), as forças israelenses deverão se retirar do centro de Gaza (Eixo Netzarim e Praça Kuwait) para áreas mais próximas da fronteira, desmantelando posições militares.

Com respeito à ajuda humanitária, o acordo afirma que Israel deve permitir a entrada de 600 caminhões com suprimentos e insumos básicos, dos quais pelo menos 50 deverão ser de combustíveis para geração de energia necessária para a remoção de entulho e operação de hospitais, clínicas e estabelecimentos comerciais.

Sobre a troca de reféns e prisioneiros, nesta primeira fase, o Hamas se comprometeu a libertar 33 reféns israelenses. Por sua parte, Israel disse que irá libertar todas as mulheres e crianças palestinas menores de 19 anos detidas desde 7 de outubro de 2023. Também se estabeleceu que os prisioneiros palestinos libertados não podem ser presos novamente pelas mesmas acusações ou forçados a assinar condições de libertação.

A continuidade do cronograma de intercâmbio de prisioneiros será determinada pelo comprimento de cada um dos compromissos estabelecidos diariamente durante esta etapa.

WAFA
Terceira fase do acordo de cessar-fogo entre Hamas e Israel prevê início dos trabalhos de reconstrução da Faixa de Gaza

Segunda fase do acordo

Na segunda fase do acordo, que deveria ter início na primeira semana de março, Israel e Hamas deverão colocar em prática a parte final do cronograma de intercâmbio de prisioneiros, cujas condições ainda deverão ser negociadas.

Por essa razão, a agenda da primeira fase do acordo fixa para o Dia 16 (4 de fevereiro) a data de início das negociações sobre os termos dessa segunda fase, considerando o objetivo de que todos os prisioneiros de ambos os lados sejam libertados até o final dessa etapa intermediária.

Um dos pontos delicados dessa negociação será o tema do intercâmbio de corpos de indivíduos falecidos, uma vez identificados.

O texto recomenda a confirmação dos termos da segunda fase até, no máximo, a Semana 5 (a penúltima) da primeira fase do acordo.

A segunda fase deverá terminar com o retiro total das forças militares israelenses da região da Faixa de Gaza.

Terceira fase do acordo

A última etapa teria seu início em meados de abril e seus termos devem ser negociados no transcorrer das duas primeiras, sempre sob mediação de Egito, Catar e Estados Unidos.

Está prevista para esta etapa a realização de um plano abrangente de reconstrução de Gaza, que seria desenvolvido ao longo de ao menos três anos, incluindo a reconstrução de casas e infraestrutura básica. Também será debatida a possibilidade de uma compensação financeira às famílias que tiveram suas moradias destruídas.

Os trabalhos de reconstrução deverão ser organizados e supervisionados por autoridades do Egito e do Catar, além de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Com informações de Al Jazeera e The Guardian.