Sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
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Os encontros do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, referente ao ano de 2024, mostram uma intensa movimentação do político junto a autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido; além de uma ligação, até então inédita, aos Emirados Árabes, em meio à guerra em Gaza.

No ano passado, quando ocorriam intensos bombardeios em Gaza, Netanyahu cumpriu uma intensa agenda com influentes senadores republicanos dos Estados Unidos, em um momento de crescente tensão entre Israel e o governo do então presidente norte-americano Joe Biden.

As informações são do jornal israelense Haaretz e constam na agenda oficial que teve partes divulgadas na semana passada, a pedido da ONG Hatzlaha.

Em 2024, foram sete encontros e nove ligações telefônicas entre Netanyahu e o senador republicano Lindsey Graham. Ele também conversou inúmeras vezes com o presidente da Câmara, o republicano Mike Johson.

Diário de Netanyahu revela agenda intensa com Tony Blair e republicanos durante governo Biden
Wikimedia Commons/Кабінет Міністрів України

Acordos

Uma das conversas com Graham, ocorreu às véspera do republicano criticar o governo Biden pela suspensão da vendas de algumas das armas para Israel, frente às ameaças de um ataque em grande a Rafah.

“Se pararmos as armas necessárias para destruir os inimigos do Estado de Israel em um momento de grande perigo, pagaremos um preço”, afirmou o republicano após a conversa no Senado dos Estados Unidos.

As interações também ocorreram quando Graham atuava para enfraquecer o mandado de prisão contra Netanyahu do Tribunal Penal Internacional (TPI). Segundo o Haaretz, o parlamentar pressionou o Congresso a impor sanções ao TPI, afirmando se tratar de um tribunal “tendencioso e corrupto em relação a Israel.”

No mesmo período, o premiê israelense se reuniu sete vezes com o ex-ministro britânico Tony Blair. O ex-premiê é atualmente o nome designado para liderar a reconstrução em Gaza e comandar um conselho sob supervisão de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Outra revelação é uma ligação, em 29 de outubro de 2024, para o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed Bin Zayed. A ligação, que não se tornou pública, ocorreu no contexto dos esforços diplomáticos envolvendo países do Golfo durante a escalada do genocídio, aponta a reportagem.