Terça-feira, 21 de abril de 2026
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A Corte Nacional, segunda maior instância do Poder Judiciário espanhol – abaixo apenas do Tribunal Supremo – anunciou nesta terça-feira (08/07) o início das investigações sobre o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu por possíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos contra a Flotilha da Liberdade.

O processo, que também investigará o ministro da Defesa Israel Katz, busca estabelecer responsabilidades das autoridades israelenses em possíveis violações aos direitos humanos ocorridas durante a operação que resultou no sequestro do navio Madleen e dos seus 12 tripulantes.

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A denúncia foi apresentada na última quinta-feira (03/07) por Sergio Toribio, ativista espanhol que foi um dos tripulantes do Madleen, e aceita pelo juiz Antonio Piña, do 6º Tribunal Central de Investigações, que ordenou a abertura de um processo preliminar, considerando que os fatos relatados pelo denunciante constituem uma infração penal.

Além de Toribio, o Comitê de Solidariedade com a Causa Árabe também participa do processo, na qualidade de apoiador da denúncia. Ambos são representados pelos advogados Jaume Asens e Endika Zulueta.

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Argumentação

Segundo os responsáveis pela denúncia, o Madleen foi atacado por uma unidade de elite do exército israelense (Shayetet 13), no dia 1º de junho, quando estava em águas internacionais, o que configura uma ação ilegal.

Também foi questionado o fato de que a operação utilizou drones, armas de fogo e bombas de gás lacrimogêneo contra uma tripulação que estava desarmada.

Barco Madleen foi sequestrado pelas forças militares de Israel quando se aproximava da Faixa da Gaza
Coalizão Flotilha da Liberdade

Segundo o advogado Jaume Asens, “nada impede que o caso seja encaminhado ao Tribunal Penal Internacional (TPI) durante o processo”.

“Os juízes dos diversos países onde há vítimas desses eventos têm mecanismos à disposição para investigá-las”, acrescentou o defensor.

Brasileiro entre as vítimas

Entre os sequestrados por Israel naquele episódio, além do próprio Toribio, estão o ativista brasileiro Thiago Ávila, a eurodeputada Rima Hassan e a ambientalista sueca Greta Thunberg.

Toribio, Ávila e Hassan chegaram a passar dias em celas solitárias, em um centro de detenção israelense. Já Thunberg foi deportada horas depois de ser sequestrada.

Vale lembrar que a embarcação tentava levar ajuda humanitária aos palestinos residentes na Faixa de Gaza.

Com informações de RT.