Espanha vai às ruas contra bombardeios de EUA e Israel no Oriente Médio
Movimento StopWar reúne cineastas, escritores e jornalistas em protesto pacífico contra ataques ao Irã e Gaza
O movimento StopWar, que conta com o apoio de mais de 200 associações espanholas, convocou os manifestantes a irem às ruas na Espanha neste sábado (14/03) para protestar contra os bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel no Oriente Médio.
Cineastas, escritores e jornalistas expressaram sua solidariedade às vítimas no Irã e em Gaza. Os organizadores enfatizaram a necessidade urgente de cessar os ataques, especialmente após o recente bombardeio norte-americano à Ilha de Khark, um centro vital da indústria petrolífera iraniana.
De forma pacífica, o protesto ressaltou que nenhum ato de agressão justifica o assassinato de centenas de pessoas inocentes ou a violação do direito internacional. Os cidadãos exigiram a autodeterminação dos povos e rejeitaram a intervenção estrangeira na região.
A mobilização terminou com um apelo à união entre os democratas do mundo para trabalharem por uma paz justa que ponha fim à ofensiva militarista que ameaça a estabilidade de toda a humanidade.
Vale lembrar que o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, é um dos poucos líderes de esquerda na Europa a condenar o ataque dos EUA e de Israel ao Irã como “injustificável” e afirmou que a posição de Madri é “não à guerra”. Seu governo também reconheceu o Estado palestino e condena as hostilidades perpetuadas por Tel Aviv no território.

Milhares de pessoas pedem o ‘fim da guerra’ ao lado de figuras da cultura
@PararLaGuerra / X
A Islândia e os Países Baixos se juntaram à Espanha e formalizaram, na última quinta-feira (12/03), a sua intervenção perante o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), juntando-se ao processo liderado pela África do Sul contra Israel pelo genocídio na Faixa de Gaza, em rejeição à ofensiva militar iniciada em outubro de 2023.
O TIJ confirmou o recebimento desses pedidos, com base no Artigo 63 do Estatuto do Tribunal. Após a adesão formal, a corte convidou a África do Sul e Israel a apresentarem suas observações por escrito sobre essas novas intervenções internacionais, um passo crucial no desenvolvimento do processo judicial que busca responsabilizar os autores de crimes contra a humanidade.
























