Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
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A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos nos territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, criticou os países que permitiram que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobrevoasse seu espaço aéreo.

Os países em questão seriam Itália, França e Grécia, três signatários do Estatuto de Roma, por onde o avião presidencial de Netanyahu passou durante sua viagem aos Estados Unidos, nesta terça-feira (08/07).

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A relatora da ONU sugeriu que essas três nações eles podem ter desrespeitado suas obrigações perante o direito internacional, já que o premiê israelense possui ordem de detenção internacional emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em função dos crimes de guerra cometidos pelos militares do seu país durante o genocídio contra os palestinos residentes na Faixa de Gaza.

“Esses países (Itália, França e Grécia) precisam explicar por que forneceram passagem segura a Netanyahu, pois eram teoricamente obrigados a deter o avião e a prendê-lo (Netanyahu) como suspeito procurado internacionalmente”, explicou Albanese.

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Francesca Albanese é relatora especial da ONU para os Direitos Humanos nos territórios palestinos ocupados
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Captura internacional

O mandado de captura emitido pelo TPI em 2024 estabelece que uma ordem de captura internacional tanto para Netanyahu quanto para Yoav Gallant, que foi ministro da Defesa de Israel entre outubro de 2023 (quando teve início o genocídio em Gaza) e novembro de 2024.

“Os cidadãos italianos, franceses e gregos merecem saber que toda ação política que viola a ordem jurídica internacional enfraquece e coloca todos eles em perigo”, acrescentou Albanese.

O genocídio cometido por Israel na Faixa de Gaza já levou à morte de pelo menos 56 mil pessoas que foram diretamente pelos bombardeios e ataques terrestres. Estudos indicam que as mortes indiretas – causadas pela falta de alimentos, água, medicamentos e insumos básicos resultantes do bloqueio da ajuda humanitária imposto por Tel Aviv – podem multiplicar em até três vezes o saldo de vítimas.

Com informações de Al Jazeera.