Ex-ministro de Israel compara ‘supremacia judaica’ do governo Netanyahu ao nazismo
Moshe Ya'alon alertou contra predominância de supremacistas na atual gestão e denunciou conduta que favorece 'limpeza étnica' de palestinos
O ex-ministro da Defesa de Israel, Moshe Ya’alon, comparou no sábado (31/01) a ideologia do atual governo de Benjamin Netanyahu à doutrina racial nazista. Por meio de uma publicação no X, o ex-funcionário israelense defendeu a substituição do Executivo, ao afirmar que ele é composto por setores “messiânicos e corruptos” que conduzem o país à destruição por meio de uma política de ódio.
“A ideologia da ‘supremacia judaica’, que se tornou dominante no governo israelense, lembra a doutrina racial nazista: ‘Mas a comparação é proibida!'”, ironizou Ya’alon. “O governo da ‘supremacia judaica’, o governo das mentiras e da traição, o governo dos messiânicos, dos evasivos e corruptos, deve ser substituído”.
ביום שלישי האחרון בערב השתתפתי בארוע לציון יום השואה הבינלאומי. כאשר הגעתי הביתה, קבלתי הודעה על פוגרומיסטים יהודים שתוקפים פלסטינים בדרום הר חברון, גונבים את צאנם ושורפים את רכושם. ״אי אפשר להשוות!״…
לאחר שאמבולנסים, שניסו להגיע למקום, עוכבו על-ידי הטרוריסטים היהודים, שלושה…— משה ‘בּוֹגִי’ יעלון (@bogie_yaalon) January 30, 2026
Em sua mensagem, o ex-ministro também denunciou a impunidade envolvendo os recorrentes ataques de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia ocupada, apontando que estes grupos operam sob proteção do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.
Ya’alon mencionou especificamente o episódio ocorrido nesta semana em Masafer Yatta, ao sul de Hebron, dizendo que apesar dos relatos de roubos e hospitalização de três palestinos, que em um dos casos a vítima ficou com o crânio fraturado, “nenhum terrorista judeu foi preso”.
“Nenhum terrorista judeu foi preso (como em muitos outros casos), porque… a Polícia de Israel é controlada por um criminoso condenado, um padre racista e fascista; o Shin Bet é controlado por um representante da ‘supremacia judaica’ do seminário dos rabinos Tao, Lior, Ginzburg e Zini (seu tio); o ministro da Defesa impede prisões administrativas de terroristas judeus; e o ministro adjunto do Ministério da Defesa incentiva postos avançados ilegais e os equipa com SUVs, a fim de tornar a vida miserável para os palestinos”, denunciou.

Ex-ministro da Defesa de Israel, Moshe Ya’alon compara governo de Benjamin Netanyahu à doutrina racial nazista
Senior Master Sgt. Adrian Cadiz/Wikimedia Commons
“Perguntem-me novamente por que acusei o governo de ‘limpeza étnica’”, continuou, sobre uma alusão feita em novembro de 2024, na qual denunciou que o governo Netanyahu estava levando Israel à “ocupação, anexação e limpeza étnica de Gaza” para repovoá-la com assentamentos judaicos.
Moshe Ya’alon, de 75 anos, atuou como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses durante a segunda intifada, e como ministro da Defesa de Netanyahu na guerra de 2014 em Gaza. Em 2016, decidiu pela renúncia devido a divergências com o premiê e, desde então, tornou-se um crítico da autoridade israelense.
“Compreendi o perigo da ‘supremacia judaica’ para o nosso futuro e existência”, disse em sua publicação.























