Terça-feira, 21 de abril de 2026
APOIE
Menu

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), Eyal Zamir, aprovou nesta quarta-feira (13/08) as linhas gerais do plano operacional para ampliar a ocupação na Faixa de Gaza, começando pela Cidade de Gaza, principal centro urbano do enclave. O projeto israelense foi anunciado na semana passada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, após passar pela aprovação do gabinete de segurança, e foi rechaçado pela comunidade internacional.

De acordo com um comunicado, o órgão militar sionista “aprovou a principal estrutura do plano operacional do Exército na Faixa de Gaza”, apesar da resistência de alguns funcionários internos ao projeto de ocupação. Inclusive, o próprio tenente-general Zamir se dizia contrário ao plano devido ao risco dos prisioneiros remanescentes em Gaza, mas afirmou que seguirá as ordens do governo.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

As ações das IDF já foram iniciadas na terça-feira (12/08) na área de Zeitoun, um dos principais bairros da Cidade de Gaza, provocando muitas mortes. O Exército destacou que o conceito principal do plano para as próximas fases da operação foi aprovado em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo gabinete de Netanyahu.

Zamir ressaltou “a importância de aumentar a prontidão das tropas para o recrutamento de reservistas, garantindo, ao mesmo tempo, o período necessário para a reorganização e recuperação para as próximas missões”.

Mais lidas

A aprovação do plano foi divulgada horas depois que o Hamas anunciou o envio de uma delegação ao Cairo, no Egito, para “conversações preliminares” com as autoridades mediadoras sobre uma possível trégua. Segundo a TV Al-Qahera News, o grupo palestino expressou seu desejo de um “rápido retorno às negociações de cessar-fogo” em Gaza.

Em entrevista ao canal de televisão israelense i24News, Netanyahu reiterou que os palestinos deveriam sair do território, ao alegar que “eles não estão sendo expulsos” pois “terão permissão para sair”. 

O plano anunciado pelo premiê na semana passada prevê inicialmente a ocupação da Cidade de Gaza, principal centro urbano do enclave, onde o Exército israelense declarou ter evitado entrar desde a intensificação do genocídio, em 7 de outubro de 2023, embora o município tenha sido intensamente bombardeado. A invasão deve provocar a evacuação de um milhão de pessoas.

Israel aprova plano operacional para ter controle sobre Faixa de Gaza
X/IDF

Ataques à Cidade de Gaza

A recente incursão israelense sobre a Cidade de Gaza já provocou ao menos 123 mortes nas últimas 24 horas desta quarta-feira, segundo o Ministério da Saúde palestino. Os ataques começaram antes mesmo da formalização do plano operacional por parte do Exército de Israel. 

À agência de notícias Reuters, moradores relataram que aviões e tanques israelenses bombardearam áreas orientais da Cidade de Gaza, destruindo residências. De acordo com o hospital Al-Ahli, pelo menos 12 pessoas foram mortas em apenas uma ofensiva aérea a uma casa em Zeitoun

Os relatos também incluem ataques terrestres a moradias na região leste de Khan Younis, no sul de Gaza. Apenas no centro, fontes médicas afirmaram à emissora catari Al Jazeera que militares israelenses também mataram 12 palestinos que buscavam ajuda humanitária, em meio à fome generalizada. No enclave todo, nesta quarta-feira, 26 requerentes de ajuda foram assassinados.

Em relação às mortes por desnutrição aguda, o Ministério da Saúde local informou que nas últimas 24 horas houve mais oito fatalidades, incluindo três crianças. O diretor de hospitais gerais de Gaza, Mohammed Zaqout, relatou nesta quarta-feira que, até o momento, pelo menos 235 pessoas já morreram de fome, sendo 106 crianças entre as vítimas fatais.

(*) Com Ansa