Filho de Barghouti pressiona Reino Unido a agir pela libertação do líder palestino
Arab Barghouti alerta que reconhecimento de Estado palestino sem ação concreta gera 'falsas esperanças'; seu pai é considerado o único capaz de unir forças políticas internas
O filho de Marwan Barghouti, o prisioneiro palestino frequentemente descrito como o Nelson Mandela da causa palestina, pediu ao governo britânico que coloque a libertação de seu pai no centro da renovação democrática palestina.
Arab Barghouti alertou o governo do Reino Unido sobre o fato de que seu recente reconhecimento de um Estado palestino corre o risco de gerar apenas falsas esperanças, a menos que utilize os canais diplomáticos para garantir a libertação de seu pai.
“Dizer simplesmente ‘apoiamos uma solução de dois Estados’ sem fazer nada a respeito só agrava o problema, porque você está apenas dando falsas esperanças ao povo palestino”, disse ele, segundo o Guardian.
Barghouti também insistiu que nada na lei impediria seu pai de se candidatar às eleições parlamentares palestinas marcadas para 1º de novembro, mesmo que os israelenses o mantenham na prisão.
Um grupo multipartidário de parlamentares britânicos tem feito campanha pela libertação de Barghouti, argumentando que ele é uma figura unificadora que pode acelerar a solução de dois Estados, desfecho político pacífico que ele defende mesmo estando preso. Sucessivas pesquisas de opinião mostram que ele continua sendo o candidato mais popular para suceder Mahmoud Abbas na presidência da Autoridade Palestina.
O Ministério das Relações Exteriores britânico se recusou até agora a apoiar os pedidos de sua libertação.
Barghouti, membro do comitê central do partido Fatah, está preso há 22 anos após ter sido condenado a múltiplas penas de prisão perpétua em setembro de 2003 por cinco assassinatos, em um julgamento que, segundo uma longa investigação da União Interparlamentar (UIP), não atendeu aos padrões de imparcialidade. Durante a Segunda Intifada, Barghouti afirmou opor-se aos ataques contra civis dentro de Israel, mas defendeu o direito de resistir à ocupação.
























