Flotilha Global anuncia maior missão contra cerco israelense na Palestina
Ação humanitária para 2026 prevê cem navios e três mil voluntários para estabelecer presença civil em Gaza
A Flotilha Global Sumud (GSF) anunciou nesta segunda-feira (22/12) seu retorno na primavera de 2026 com uma missão marítima sem precedentes: mais de 100 embarcações e mais de 3.000 participantes de mais de uma centena de países.
A GSF tentará novamente romper o bloqueio israelense ao território palestino ilegalmente ocupado da Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária à população civil palestina, naquela que descrevem como “a maior ação civil coordenada por via marítima em prol da Palestina até o momento”, em um novo desafio direto ao cerco ilegal mantido por Israel. A iniciativa é uma resposta às interceptações, por Israel, de duas flotilhas organizadas pela GSF em 2025.
Em outubro, mais de 40 navios foram detidos e 473 ativistas presos. Dias depois, uma segunda flotilha global foi confiscada. Seus 145 tripulantes foram deportados após serem detidos e submetidos a maus-tratos pela Marinha e por oficiais em uma prisão israelense.
“Esta nova missão representa uma expansão decisiva”, afirmou a GSF em comunicado, observando que o número de embarcações e participantes será “mais que o dobro” do esforço anterior. Ao contrário dos esforços anteriores, focados na entrega pontual de ajuda, a estratégia para 2026 busca estabelecer uma “presença civil sustentada e especializada” nos territórios palestinos, com foco na reconstrução da infraestrutura civil destruída durante dois anos de conflito.
Ver essa foto no Instagram
Um dos pilares centrais será o destacamento de uma “proteção civil desarmada” composta por pessoal altamente treinado, que trabalhará ao lado das comunidades palestinas para “testemunhar, inibir a violência, documentar violações dos direitos humanos e fortalecer os mecanismos locais de proteção e responsabilização”.
A missão incluirá mais de 1.000 profissionais de saúde a bordo de navios equipados com medicamentos e equipamentos médicos essenciais, com o objetivo de coordenar ações com o pessoal de saúde local e “reforçar o atendimento de emergência e estabilizar um sistema de saúde devastado por cercos e bombardeios”. Alimentos, fórmulas infantis, material escolar e outros itens essenciais também serão transportados.
A GSF anunciou que publicará a lista completa de participantes nas próximas semanas, que incluirá civis e especialistas de “quase todos” os países. A organização enfatizou que a ação se baseia no direito internacional, nos princípios humanitários e na liderança palestina, e busca “expor a cumplicidade internacional que permite o bloqueio ilegal, a ocupação e o genocídio de Israel”.
“Quando as instituições abandonam suas obrigações legais e morais, o povo herda essa responsabilidade”, disse Saif Abukeshek, membro do comitê diretivo da GSF.
(*) com teleSUR
























