Forças israelenses e colonos invadem, prendem e atacam palestinos em toda Cisjordânia
Tropas sionistas demoliram três casas, além de terem detido pelo menos 12 civis, em sua maioria jovens, em várias províncias palestinas
As forças israelenses juntamente com os colonos seguiram invadindo áreas, prendendo e ferindo palestinos, além de demolir casas em várias áreas da Cisjordânia ocupada nesta quinta-feira (06/08). Segundo a agência de notícias Wafa, as tropas sionistas detiveram pelo menos 12 civis em várias províncias, incluindo uma mulher no campo de Qalandiya, um homem em Silwan, um jovem no Kafr Aqab e nove jovens em vilarejos de Jenin.
Além disso, as forças israelenses invadiram o acampamento de Qalandiya com equipamentos militares pesados, entrando em casas e no escritório do Comitê Popular. A Wafa também relatou que houve registros adicionais de ataques em al-Khader, Husan, Kafr Malek e Deir Jarir.
As autoridades israelenses demoliram três casas em Nahhalin e al-Maniya, perto de Belém, além de uma casa em Al-Bi’ina, na Galileia. Também emitiram avisos de demolição em Jaba e apreenderam três casas no bairro Satah Marhaba, em Ramallah, para uso militar.
Além de tudo, os colonos israelenses, que têm apoio do Estado sionista, atacaram Khirbet Tuba em Masafer Yatta, deixando vários moradores feridos. No Vale do Jordão, os criminosos adulteraram a infraestrutura de água em Nablus e pintaram slogans racistas em Tulkarem.

As forças israelenses e colonos seguiram invadindo, prendendo e ferindo palestinos, além de demolir casas em várias áreas da Cisjordânia ocupada
Wikimedia Commons/Gunnar Klack
Na Cisjordânia, as casas são quase diariamente invadidas pelas forças sionistas. A ação militar também corresponde a um aval explicitamente dado pelo governo. Em 24 de julho, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que apresentaria ao Exército do seu país uma ordem para demolir casas na Cisjordânia de palestinos supostamente acusados de envolvimento ataques contra israelenses.
“Para cada judeu morto, o inimigo deve pagar com a perda de terras”, afirmou Ben-Gvir no texto, na ocasião.
Para invadir o território palestino, as forças israelenses alegam estar indo atrás de pessoas “procuradas”. Muitas das vezes, a violência leva a confrontos com moradores.
As batidas são realizadas sem necessidade de haver um mandado de busca expedido. De acordo com a legislação militar israelense, os comandantes do Exército têm autoridade executiva, legislativa e judicial sobre os três milhões de palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada.























