Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
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A França “não pretende aderir” a um convite para se juntar ao “Conselho de Paz” para a Faixa de Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acordo com fontes próximas ao Palácio do Eliseu consultadas pelo jornal Le Monde, por “colocar em dúvida questões importantes” ligadas às Nações Unidas e não se limitar à questão palestina. A informação foi publicada nesta segunda-feira (19/01).

A negativa de Paris sobre a proposta norte-americana, feita a diversos líderes mundiais, deve-se à “carta de princípios dessa iniciativa”, que segundo as fontes, “vai além do âmbito restrito de Gaza, contrariando as expectativas iniciais”.

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“Ela [a carta-convite] coloca em dúvida questões importantes, em particular, o respeito pelos princípios e pela estrutura das Nações Unidas, que não podem ser questionados em hipótese alguma”, alertaram as fontes em Paris.

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores da França emitiu uma declaração reiterando o compromisso da França com as Nações Unidas.

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“Este permanece como a pedra angular do multilateralismo eficaz, onde o direito internacional, a igualdade soberana dos Estados e a resolução pacífica de disputas prevalecem sobre a arbitrariedade, a política de poder e a guerra”, afirmou a pasta,

A França “não pretende aderir” a um convite para se juntar ao “Conselho de Paz” para a Faixa de Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz Le Monde
Loey Felipe/ONU

Inicialmente, o “Conselho de Paz” de Trump foi concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza, mas a minuta do “estatuto” não menciona de forma explícita o território palestino, trazendo um objetivo mais amplo: o de contribuir para a resolução de conflitos armados em todo o mundo.

De acordo com a agência AFP, o Canadá avisou que “não irá pagar” para fazer parte de forma permanente do Conselho Executivo. Os países membros poderiam participar por três anos ou por um período maior caso pagassem mais de US$ 1 bilhão no primeiro ano, segundo o estatuto.

“O Canadá não pagará por um assento no conselho, nem isso nos foi solicitado no momento”, revelou uma fonte do governo à agência de notícias.

O convite também foi enviado à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que se demonstrou pronta a integrar a iniciativa; ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda avalia a indicação, assim como a seu homólogo russo, Vladimir Putin. Já o chefe de Estado argentino, Javier Milei, afirmou “ser uma honra” ter sido lembrado como convidado.

(*) Com Ansa