Terça-feira, 3 de março de 2026
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O governo palestino da Faixa de Gaza (comandado pelo Hamas) divulgou nesta quarta-feira (04/02) um informe no qual acusa Israel de cometer 1520 violações ao acordo de cessar-fogo assinado no dia 10 de outubro passado.

Segundo o documento, as forças israelenses realizaram 1520 ataques ao território da Faixa de Gaza no período de quase quatro meses desde a homologação da trégua mediada pelos Estados Unidos.

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O informe indica que 556 pessoas morreram diretamente em função dos ataques perpetrados após a assinatura do acordo. Ademais, entre elas, 288 eram crianças, mulheres e idosos.

“Israel continua atacando de forma sistemática, o que constitui violação grave do acordo [de cessar-fogo], além de violação flagrante do direito internacional humanitário”, afirmou o comunicado palestino.

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Nesta mesma quarta-feira, enquanto o informe era divulgado, Israel realizou mais um bombardeio na Faixa de Gaza, o que configura uma nova violação do acordo de cessar-fogo.

Segundo as autoridades de saúde de Gaza, ao menos 23 pessoas morreram no ataque desta quarta, incluindo sete crianças.

Vale lembrar que na última quinta-feira (29/01), o governo de Israel admitiu que houve mais de 70 mil mortes de palestinos durante os duas anos da sua ofensiva na Faixa de Gaza – desde outubro de 2023 até o cessar-fogo, em outubro de 2025.

Palestinos se deslocam em meio a ruínas na Faixa de Gaza
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Com isso, Tel Aviv reconheceu a precisão dos dados registrados pelo Ministério da Saúde de Gaza e validados por agências da Organização das Nações Unidas (ONU), que contabilizavam 71.667 civis palestinos mortos pelas forças militares israelenses até aquela data.

Ademais, as autoridades palestinas denunciaram que o governo do premiê sionista Benjamin Netanyahu voltou a interromper a travessia pela passagem de Rafah, única via de entrada e saída do território sem ser por Israel – permite ingresso ao território do Egito.

Com informações de Al Jazeera.