Governo da Itália exige libertação ‘imediata’ de ativistas da Flotilha presos por Israel
Segundo a Flotilha Global Samud, ativistas foram levados a navios da Marinha de Israel e encaminhados ao porto de Ashdod
O Governo da Itália cobrou nesta quinta-feira (30/04) a libertação “imediata” dos ativistas italianos que estavam a bordo da Flotilha Global Samud, expedição humanitária que tinha como destino a Faixa de Gaza e que foi interceptada por Israel em águas internacionais, perto da costa da ilha de Creta, na Grécia.
Segundo comunicado emitido pelo Palácio Chigi, sede do Executivo, a informação foi divulgada após reunião da premiê Giorgia Meloni com os ministros Antonio Tajani (Relações Exteriores) e Guido Crosetto (Defesa), além do subsecretário da Presidência do Conselho de Ministros, Alfredo Mantovano, para discutir o caso.”
O governo italiano tem cobrado, desde a noite de quarta-feira (29/04), a liberação dos ativistas da Flotilha Global Sumud, detidos em águas internacionais ao largo da costa da Grécia.
Conforme o Executivo, há insistência junto ao governo de Israel para que “liberte imediatamente todos os italianos detidos ilegalmente, respeitando integralmente o direito internacional e garantindo a segurança física das pessoas a bordo”.
De acordo com a organização humanitária, 211 ativistas foram presos pelas forças israelenses, incluindo 24 cidadãos italianos, após a interceptação de 22 das 58 embarcações da flotilha. Ao todo, a expedição reuniu mais de 400 pessoas.
Além disso, a Flotilha Global Sumud afirmou em comunicado que os ativistas foram colocados em navios da Marinha de Israel e estão sendo levados para o porto de Ashdod, onde serão submetidos a processos de deportação.
“As ações de Israel marcam uma escalada perigosa e sem precedentes: o sequestro de civis em pleno Mediterrâneo, a mais de 960 quilômetros de Gaza, sob os olhos do mundo inteiro”, disse a coalizão internacional.
Ainda segundo a associação, foi enfatizado: “Que fique claro do que se trata: pirataria”, acrescentou a entidade, ressaltando que “nenhum Estado tem direito de reivindicar, controlar ou ocupar águas internacionais”.
(*) Com Ansa
























