Governo Netanyahu aprova treze novos assentamentos na Cisjordânia ocupada
Autoridades palestinas denunciam que 'fragmentará território'; expansão ilegal é vista como medida política com aproximação das eleições do Parlamento israelense
O Gabinete de Segurança de Israel aprovou, na quinta-feira (02/07), um plano para estabelecer 13 novos assentamentos na região central da Cisjordânia ocupada, informou o veículo israelense Canal 7. Dessa forma, segundo as autoridades palestinas, a medida fragmentará ainda mais o território e isolará Jerusalém Oriental das comunidades palestinas vizinhas.
A construção foi aprovada na região de Binyamin, um dos maiores blocos de colônias na Cisjordânia ocupada, que está situada ao longo da Rota 60, a principal via norte-sul que atravessa a Cisjordânia e liga cidades palestinas, incluindo Nablus, Ramallah e Belém, além de conectar os principais assentamentos israelenses.
Segundo o governo israelense, a primeira fase deverá começar nos próximos meses e incluirá o estabelecimento de quatro a seis novos assentamentos, apoiados por investimentos na ordem de milhões de shekels, informou o Executivo israelense.
O governo acrescentou ainda que vários postos pastoris já existentes também estão previstos para serem formalmente legalizados, o que lhes permitirá receber financiamento e infraestrutura do governo.

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu
Foto: @netanyahu / X
O plano Binyamin surge na sequência de relatos de que movimentos de assentamentos estão se preparando para atacar a Área A, território sob controle palestino total, o que constituiria uma violação dos Acordos de Oslo.
As autoridades israelenses afirmaram que o plano visa interligar blocos de assentamentos, reforçar o controle israelense sobre pontos estratégicos no topo de colinas e restringir a continuidade territorial palestina.
“O plano busca criar novas realidades geográficas no terreno”, acrescentou o governo local em um comunicado, alertando que a expansão “prejudicaria as perspectivas de se estabelecer um Estado palestino geograficamente contíguo”.
A aceleração da atividade de assentamentos é confirmada por dados recentes: o governo estadual relacionou a aceleração da atividade de assentamentos a cálculos políticos internos em Israel, particularmente com a proximidade das eleições para o Knesset. O comunicado descreveu as medidas como “uma escalada perigosa” e “violações do direito internacional”, apelando à intervenção da comunidade internacional.
Novos dados do Fórum Palestino para Estudos Israelenses (MADAR) mostram que o número de novos assentamentos aumentou drasticamente nos últimos anos. Após uma média de aproximadamente oito assentamentos por ano entre 2012 e 2022, o número saltou para 32 em 2023, depois para 62 em 2024, chegando a 86 em 2025.
























