Quarta-feira, 13 de maio de 2026
APOIE
Menu

Após os ataques de Israel à flotilha Global Sumud e a prisão de seus membros, o governo grego confirmou na quinta-feira (30/04) que os 175 ativistas desembarcarão em solo grego. “As autoridades gregas estão em negociações com as autoridades israelenses a respeito de seu desembarque seguro na Grécia”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores grego em um comunicado.

O Ministério das Relações Exteriores explicou que uma delegação da organização estava a caminho do ponto de chegada dos ativistas. A localização exata não foi divulgada.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

A Grécia “solicitou a Israel que retirasse seus navios da área”, afirmou o Ministério, observando que a decisão foi orientada pelo direito internacional e por razões humanitárias, e como um “fator de estabilidade na região”.

Atenas “ofereceu seus bons ofícios, prometendo acolher as pessoas a bordo em seu território e garantir seu retorno seguro aos seus países”, optando pela moderação e pelo direito internacional.

Mais lidas

A Espanha, a Colômbia e outros nove países condenaram veementemente, em comunicado divulgado na quinta-feira, os “ataques israelenses” contra a Flotilha Global Sumud e a detenção “ilegal” de ativistas humanitários em águas internacionais, e instaram as autoridades israelenses a sua libertação “imediata”.

Manifestações pela Palestina e pela Flotilha

Diversas manifestações ocorreram em diferentes cidades em apoio à Flotilha Global Sumud, que defende o povo palestino. Sob o lema “Pela Palestina e contra toda guerra, em apoio à Flotilha”, manifestantes se reuniram nas ruas de Roma, Itália, rejeitando as políticas sionistas de Israel. Em Madri, Espanha, manifestantes também expressaram seu apoio aos ativistas e condenaram as políticas sionistas israelenses.

Os ativistas da Flotilha Global Sumud foram interceptados e detidos pela Marinha israelense na quarta-feira (29/5), enquanto navegavam em águas internacionais perto da Grécia, a caminho da Faixa de Gaza.

Os navios da Flotilha faziam parte da Missão Primavera 2026  cujo objetivo era desafiar o bloqueio marítimo imposto por Israel e entregar suprimentos médicos essenciais a civis palestinos em Gaza.

Na operação de interceptação e abordagem em águas internacionais, contrariando o direito internacional, Israel abordou e inutilizou 22 dos 58 navios da Flotilha a oeste da ilha grega de Creta e deteve cerca de 175 ativistas de diferentes nacionalidades, que foram transferidos para embarcações israelenses.

Os demais navios da missão humanitária ancoraram ao sul da ilha de Creta, aguardando para decidir como proceder.

Entre os que se manifestaram contra a prisão e o sequestro dos ativistas da Flotilha estava Pedro Sánchez. O primeiro-ministro espanhol acusou Israel, na quinta-feira, de violar o direito internacional com a incursão aos barcos que se dirigiam a Gaza e reiterou seu apelo para que a União Europeia suspenda imediatamente seu acordo de associação com Israel.

“Israel está mais uma vez violando o direito internacional ao atacar uma flotilha civil em águas que não lhe pertencem”, escreveu Sánchez em sua conta na rede social X.