Grupo sionista cria prêmio ‘Antissemita do Ano’ contra personalidades pró-Palestina
Organização pró-Israel StopAntisemitism abriu votação que inclui jornalista Tucker Carlson, educadora Sra. Rachel e tiktoker Guy Christensen
A organização sionista StopAntisemitism, sediada nos Estados Unidos, criou uma lista de personalidades norte-americanas que condenam o genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza, incentivando os seus seguidores a votarem para quem ganhará o prêmio “Antissemita do Ano”. Entre os finalistas, estão o jornalista de extrema direita Tucker Carlson, a educadora e youtuber Sra. Rachel e o tiktoker pró-Palestina Guy Christensen, de acordo com a apuração desta quinta-feira (04/12).
Tucker Carlson tem sido recorrentemente criticado por Israel devido ao seu posicionamento contrário ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a quem o descreveu como o “inimigo da civilização ocidental”. Em novembro, durante o programa Shawn Ryan Show, o jornalista afirmou os “inimigos da civilização ocidental […] não são os muçulmanos, não são judeus, não são os negros”, e sim “qualquer indivíduo que não reconhece a alma humana”.
“O que significa defender o Ocidente? Sabe, Netanyahu, ‘Sou um defensor da civilização ocidental.’ Não, você é o inimigo dela. Claro, você é o principal inimigo dele. A razão pela qual Netanyahu é inimigo da civilização ocidental é porque ele acredita e já disse em voz alta que estamos lutando contra essas pessoas por causa de como nasceram, por causa do mal inerente deles”, disse Carlson. “Não acreditamos nisso”.
Já a educadora e criadora de conteúdo Rachel Griffin Accurso, popularmente conhecida como Sra. Rachel, que soma quase 15 milhões de inscritos no canal do YouTube, tem sido acusada de antissemitismo e atacada por diversas entidades sionistas devido ao compartilhamento de vídeos pró-Palestina e conteúdo destacando o sofrimento das crianças na Faixa de Gaza.
Não se trata da primeira vez que a criadora de conteúdo é alvo de campanha sionista. Ao longo do genocídio no enclave, diversos grupos que perseguem os ativistas pró-Palestina passaram a falsamente acusar Sra. Rachel de espalhar “propaganda alinhada ao Hamas” por meio de publicações.
A StopAntisemitism também chegou a exigir que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos investigasse se a educadora estava recebendo financiamento estrangeiro, mas não houve nenhuma evidência que comprovasse a teoria.

Organização sionista dos Estados Unidos, StopAntisemitism divulga lista para votação de candidatos do “Antissemita do Ano”
Reprodução/StopAntisemitism
Rejeitando veementemente as alegações, Sra. Rachel ressalta que seus vídeos têm teor puramente humanitário, e enfatiza a necessidade de apoiar todas as crianças necessitadas independentemente da nacionalidade ou da religião. Além do conteúdo em redes sociais, o seu ativismo inclui arrecadação de fundos para menores em zonas de conflito e conscientização sobre crises humanitárias globais.
A iniciativa da StopAntisemitism foi amplamente criticada por usuários de redes sociais e na esfera política. Em defesa da educadora, o deputado democrata Ro Khanna disse que “Sra. Rachel é uma professora de pré-escola que defende crianças famintas em Gaza. Isso não é antissemitismo”. Internautas também criticaram a formulação da lista, e grupos de judeus, rabinos e de direitos humanos que condenam o genocídio manifestaram apoio à ativista.
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Outras personalidades que foram incluídas na lista da organização sionista são a atriz de Desperate Housewives, Marcia Cross, a estrela de And Just Like That, Cynthia Nixon, e o lutador Bryce Mitchell.























