Grupos acusam Israel de matar 32 prisioneiros palestinos em 2025
Organizações que defendem civis capturados por militares israelenses denunciam Tel Aviv por ‘políticas sistemáticas severamente desumanas’
Três grupos palestinos que trabalham jurídica de civis palestinos acusaram o Estado de Israel de “manter vigente um genocídio sistemático” nas prisões do país contra os detidos, a partir de um informe divulgado nesta terça-feira (30/12) que registra ao menos 32 mortes de prisioneiros palestinos nos presídios israelenses em 2025.
A denúncia foi feita por entidades que atuam na defesa de civis palestinos detidos em penitenciárias israelenses. São elas: a Comissão Palestina para Assuntos de Detidos, a Sociedade Palestina de Prisioneiros (PPS, por sua sigla em inglês) e a Addameer.
Segundo o informe, que traz documentos oficiais relacionados às 32 mortes registradas, tais estatísticas indicam que os palestinos presos em Israel estão sujeitos a “políticas sistemáticas severamente desumanas”.
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O documento afirma que os palestinos são submetidos a tortura, fome, negligência médica, violência sexual, isolamento em massa e privação de todas as necessidades humanas básicas.
“Essas instalações se transformaram em locais de tortura, projetados para quebrar os prisioneiros física e mentalmente por meio de sofrimento prolongado e deliberado e políticas de execução lenta”, diz o relatório.
O informe também estima que são mais de 100 os prisioneiros palestinos que morreram nessas condições, se considerados os casos documentados desde outubro de 2023, quando teve início a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, mas admite que somente 86 tiveram seu caso devidamente documentado, com identidade reconhecida.
Ademais, o relatório observa que há casos nos quais os corpos dos cidadãos palestinos estão retidos pelas autoridades israelenses, sem um laudo conclusivo sobre a causa das mortes.

Informe relata casos de violações de direitos humanos em prisões israelenses
Wikimedia Commons
Encarceramento em massa
Segundo as três entidades, o estudo sobre as mortes nas prisões de Israel aborda casos relatados de encarceramento massivo de palestino tanto na Faixa de Gaza quanto na Cisjordânia ocupada.
Os números levantados indicam que mais de 21 mil detenções foram registradas desde outubro de 2023 na Cisjordânia e em Jerusalém, incluindo 1,6 mil prisões de crianças e 650 de mulheres. Somente em 2025, foram relatadas 7 mil detenções.
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O informe das entidades palestinas inclui testemunhos de observadores de direitos humanos relatando “um nível sem precedentes de brutalidade e execução sistemática de prisioneiros palestinos”.
“Esses fatos comprovam que o que está acontecendo com os prisioneiros palestinos é um genocídio sistemático”, enfatiza o relatório.
O documento também afirma que “a intensidade dos crimes e da brutalidade registrados ao longo de dois anos ultrapassou todos os limites legais, violando todas as leis, normas e convenções internacionais”.
Com informações do Middle East Eye.























