Hamas adverte para 'escalada sem precedentes' em lei que prevê execução de prisioneiros palestinos
Grupo alerta que medida, em discussão no Parlamento israelense, contradiz todos os acordos internacionais e humanitários
O Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas) denunciou que Israel revelou sua verdadeira natureza ao acelerar a aprovação da lei que permite a aplicação de pena de morte para prisioneiros palestinos.
No domingo (08/02), as autoridades prisionais israelenses elaboraram planos para implementar as execuções de prisioneiros palestinos, incluindo a criação de equipes especializadas e a aplicação de medidas rigorosas de isolamento para os condenados à morte.
Frente à situação, o Hamas, por meio de comunicado, enfatizou que a lei representa “uma clara revelação da face dessa entidade baseada no crime e na punição coletiva“. O grupo alerta que a lei e os preparativos para implementá-la desafiam todas as leis e convenções internacionais e humanitárias.
Segundo o movimento palestino, as ações israelenses em relação à lei contra prisioneiros palestinos constituem uma “escalada sem precedentes na política de assassinato lento” praticada por Israel contra prisioneiros, incluindo tortura, negligência médica e inanição deliberada, no contexto de uma guerra aberta de extermínio contra o povo palestino.

Projeto foi aprovado em primeira leitura no Knesset (foto) em novembro e precisa passar por duas votações para virar lei
Beny Shlevich / Wikimedia Commons
A Resistência Palestina instou a ONU e os organismos internacionais de direitos humanos a tomarem medidas para proteger os prisioneiros palestinos e pôr fim a este crime grave.
O Hamas, observando que a questão dos prisioneiros continuará sendo uma das principais prioridades para o povo palestino, reiterou sua recusa em permanecer em silêncio diante desses crimes , exigindo que todos os que participaram ou colaboraram com sua prática sejam processados.
Por sua vez, a Jihad Islâmica Palestina descreveu a lei israelense como “uma escalada perigosa no extermínio e na limpeza étnica em curso do povo palestino”, observando que o sistema jurídico israelense pune os palestinos, ao mesmo tempo que concede imunidade a colonos e forças que violam as normas internacionais.
O projeto de lei , defendido pelo Ministro da Defesa israelense Itamar Ben Gvir, passou pela primeira leitura no parlamento israelense em novembro passado, e ainda precisa passar pela segunda e terceira leituras para se tornar lei.
























