Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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Em comunicado difundido nesta terça-feira (09/12), o grupo de resistência palestino Hamas afirmou que Israel “continua violando sistematicamente os compromissos assumidos na primeira fase do acordo de cessar-fogo”, em referência ao documento assinado por ambas as partes em outubro deste ano, após negociações mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos.

Segundo o Hamas, se Israel manter a postura que tem demonstrado desde a assinatura do acordo, “não há base para avançar para a fase dois” do cessar-fogo, já que Tel Aviv estaria “impedindo o cumprimento integral da fase um e a cessação genuína de todas as violações”.

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A declaração foi feita por Hussam Badran, membro da cúpula política do grupo, que acusou Tel Aviv de “violar aberta e sistematicamente” o acordo finalizado há cerca de dois meses.

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“Em 60 dias, Israel violou o acordo 798 vezes, por meio de bombardeios e ataques constantes contra civis, destruição de infraestrutura, anexação de território palestino, obstrução da ajuda humanitária e detenções arbitrárias, entre outros crimes”, afirmou Badran.

O líder palestino também afirmou que as ações impulsionadas por Tel Aviv nos últimos dois meses resultaram na morte de 377 civis palestinos, “a maioria deles crianças, mulheres e idosos”, e deixou quase mil pessoas feridas.

Acordo de cessar-fogo para a Faixa de Gaza entrou em vigor em outubro passado
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Violações

Badran enfatizou que entre as medidas tomadas por Israel nas últimas semanas e que violam o acordo de outubro estão: o fechamento completo da passagem de Rafah (no sul da Faixa de Gaza, na fronteira com o Egito), a obstrução da entrega de abrigos temporários (em pleno inverno, com frequentes instabilidades climáticas, chuvas e baixas temperaturas), a drástica redução da ajuda humanitária e a continuação de operações letais e demolições na área que deveria permanecer sob monitoramento.

O representante do Hamas defendeu que “os mediadores internacionais, especialmente os Estados Unidos, devem exercer pressão real para que haja alguma esperança de avançar para uma etapa posterior do processo político”.

Outra crítica do representante palestino foi direcionada ao chefe do exército israelense, Eyal Zamir, por uma declaração sobre a chamada “linha amarela”, estabelecida no acordo como uma delimitação da área de operação das forças israelenses em Gaza, mas que o comandante militar teria afirmado ser “a nova fronteira interna” do território, o que contraria os termos estabelecidos pelo acordo.

Com informações de TeleSur.