Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
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O Hamas saudou neste domingo (25/01) um decreto emitido pela Bélgica que proíbe a escala e o trânsito de aeronaves transportando equipamentos militares para Israel. O bloqueio do uso de seu espaço aéreo para tais fins foi introduzido em nível federal, segundo a informação do governo belga na sexta-feira (23/01).

Em declaração enviada ao veículo Quds Press, o grupo palestino afirmou que “esta decisão reflete a adesão ao direito internacional e o alinhamento com os valores de direitos humanos e justiça” que o regime sionista viola diariamente. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, as tropas comandadas por Tel Aviv já deixaram ao menos 71,657 mortes no enclave desde 7 de outubro de 2023.

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O Hamas ainda convocou outros países a impor um embargo abrangente no fornecimento de armas a Israel, defendendo o isolamento político, diplomático e militar da ocupação sionista diante das agressões contra os palestinos na Faixa de Gaza. O movimento de resistência também instou a comunidade internacional a tomar medidas sérias, ativando todos os mecanismos para responsabilizar Israel por seus crimes de limpeza étnica e genocídio na Palestina.

Bélgica proíbe trânsito de voos com carregamentos militares a Israel em seu espaço aéreo
Fotos Públicas/IRNA

Proibição da Bélgica

Segundo o jornal Le Soir, a Bélgica colocou em prática o seu decreto na última quinta-feira (22/01). Lançada pelo vice-primeiro-ministro do país, Maxime Prevot, a iniciativa se aplica a quaisquer voos que transportem armas ou bens relacionados ao setor militar com destino a Israel. Mais detalhadamente, prevê que todas as companhias aéreas e operadores devem reportar informações detalhadas de carregamentos e voos às autoridades belgas. 

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A fiscalização será realizada pelos serviços alfandegários em coordenação com o Serviço Público Federal de Mobilidade e Transportes, que está autorizado a inspecionar aeronaves suspeitas de transportar carga militar. Embora as licenças de exportação de armas na Bélgica estejam sob jurisdição dos governos regionais, as autoridades federais agora mantêm a responsabilidade sobre o transporte.

“A Bélgica tem a obrigação de fazer tudo o que for possível para evitar contribuir para essa situação. A Bélgica está garantindo que respeite suas obrigações sob o direito internacional e está enviando um sinal claro nos níveis europeu e internacional”, disse Prevot.