Terça-feira, 3 de março de 2026
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O Hamas reiterou nesta quarta-feira (03/09) a prontidão para libertar os prisioneiros israelenses em troca da soltura de prisioneiros palestinos e do cessar-fogo efetivo na Faixa de Gaza.

O grupo de resistência palestino denunciou Israel por cometer “horríveis crimes de guerra”, citando o ataque à residência da família al-Jarisi, no norte da Cidade de Gaza, que matou ao menos dez pessoas na segunda-feira (02/09). “Trata-se de uma campanha sistemática para destruir a vida palestina”, afirmou.

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O Hamas também afirmou concordar com a formação de uma administração nacional independente para administrar Gaza e disse que está pronto para um acordo de trégua abrangente.

Apesar da disposição pública do Hamas em negociar, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu minimizou as declarações e rechaçou a iniciativa. “Infelizmente, essa é mais uma manobra do Hamas sem nada de novo”, afirmou.

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Disse ainda que “a guerra pode terminar imediatamente” apenas se forem atendidas as condições impostas pelo país, entre elas, o desarmamento total do Hamas e a libertação dos reféns israelenses, informa a Al Jazeera.

Hamas reitera disposição para soltar reféns em troca de cessar-fogo em Gaza; Israel rejeita proposta
Agência Wafa

‘Coisas mudarão rapidamente’

A declaração do Hamas acontece após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que “as coisas mudarão rapidamente” se o Hamas libertar os sequestrados.

Em sua Truth Social, o líder da extrema direita norte-americana afirmou: “diga ao Hamas para devolver IMEDIATAMENTE todos os 20 reféns (não 2, 5 ou 7!), e as coisas mudarão rapidamente. ISSO ACABARÁ!”, escreveu.

A postagem ocorre na semana em que o Washington Post traz detalhes do plano de 38 páginas que circula nos corredores do governo estadunidenses em torno da construção de uma “Riviera do Oriente Médio” voltada ao turismo e à indústria de alta tecnologia.

A proposta, diz o jornal, prevê que o país assuma o controle do território, realocando os 2 milhões de residentes do enclave, inclusive com incentivos financeiros para emigrar permanentemente para outro país. Segundo WP, ela teria sido desenvolvida por alguns dos mesmos israelenses que criaram a Fundação Humanitária de Gaza, com contribuições do Boston Consulting Group.