Quarta-feira, 4 de março de 2026
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O Hamas rejeitou nesta quinta-feira (03/04) a mais recente contraproposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza apresentada por Israel, que foi costurada em “total coordenação” com os Estados Unidos, visando a libertação dos 59 prisioneiros israelenses que seguem mantidos no enclave. As informações foram dadas por dois funcionários do grupo palestino, sob condição de anonimato, à agência de notícias AFP.

“O Hamas decidiu não dar sequência à última proposta israelense apresentada por mediadores”, confirmou um dos integrantes, sem fornecer os detalhes a respeito da negociação. A fonte também acusou Tel Aviv de defender um projeto norte-americano, mas “obstruir uma proposta do Egito e do Catar e de tentar inviabilizar qualquer acordo”.

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A proposta mencionada, que foi anunciada no último sábado (29/03), previa a inclusão de uma trégua de 50 dias durante a qual o grupo palestino libertaria cinco israelenses, incluindo um com cidadania norte-americana, em troca da libertação de 250 palestinos detidos em Israel, dos quais 150 cumprem penas perpétuas. Além disso, levaria em conta a retomada das condições estabelecidas na primeira fase do acordo, como a entrada de ajuda humanitária em Gaza.

Ainda de acordo com a AFP, um outro membro do Hamas realizou um apelo à comunidade internacional para que pressione o governo israelense “a se empenhar a favor da proposta dos mediadores” do Egito e do Catar.

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RS/Fotos Públicas
O Hamas rejeitou nesta quinta-feira (03/04) a mais recente contraproposta apresentada por Israel para o cessar-fogo na Faixa de Gaza

Os governos egípcio, catari e norte-americano tentam intermediar um nova trégua que garanta a libertação dos prisioneiros israelenses que permanecem em Gaza, motivo pelo qual Israel justifica a violação do acordo anterior, que durou cerca de dois meses, e a retomada dos ataques no enclave desde 18 de março.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, desde que o regime sionista voltou a atacar o território, pelo menos 1.163 palestinos morreram e outros 2.735 ficaram feridos. Segundo a pasta, desde 7 de outubro de 2023, mais de 50,5 mil pessoas morreram e 114 mil ficaram feridas em ataques israelenses.

(*) Com Ansa