Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
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As Forças Armadas de Israel afirmaram nesta quinta-feira (29/01) que pelo menos 70 mil palestinos foram mortos durante sua ofensiva na Faixa de Gaza, reconhecendo, assim, a precisão dos dados do Ministério da Saúde local – algo que entidades como a ONU sempre consideraram confiável.

Segundo o Times of Israel, um oficial de segurança israelense, falando anonimamente, afirmou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) calculam em torno de 70.000 o número de mortos na guerra, que já dura mais de dois anos e teve início após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. O Ministério da Saúde de Gaza contabiliza atualmente 71.667 mortes, incluindo mais de 450 desde o cessar-fogo de outubro de 2025.

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Na tentativa de qualificar os números, a mesma autoridade afirmou que a distinção entre vítimas civis e o que Israel classifica como “combatentes” ainda está sob análise.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, sua metodologia se baseia em dados rigorosos: 80% das informações vêm diretamente dos necrotérios hospitalares, e os 20% restantes, reportados por familiares, só são incorporados após um processo legal de verificação de evidências.

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Os números, porém, revelam sua própria e brutal dimensão ao detalhar as vítimas mais vulneráveis: cerca de 17 bebês mortos no dia do nascimento, 115 que não completaram um mês de vida e pelo menos 1.054 que morreram antes do primeiro ano.

Os registros, que documentam nomes e números de identificação para mais de 90% dos mortos, não separam civis de combatentes – uma prática padrão em contextos de guerra onde a identificação é impossibilitada pela escala da destruição.

Para analistas e ativistas de direitos humanos, esse reconhecimento tácito da precisão dos dados palestinos é, na verdade, a confirmação involuntária do genocídio perpetrado por Israel em Gaza: dezenas de milhares assassinados, cidades inteiras arrasadas, quase dois milhões de deslocados e uma população submetida à fome.