Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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Fontes palestinas afirmam que Israel está se recusando a permitir a entrada na Faixa de Gaza dos membros do comitê tecnocrático palestino encarregado de supervisionar a região. Segundo o jornal de Tel Aviv, Haaretz, os membros deveriam ingressar esta semana pela passagem de Rafah e assumir a administração civil até o final da semana.

Segundo fontes envolvidas nas discussões dos membros da comissão no Cairo, os especialistas não sabem quando e como começarão seu trabalho em campo, dada a recusa de Israel em permitir sua entrada.

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Entretanto, os membros do comitê continuam reunidos no Cairo, e representantes dos países mediadores, em particular o Egito, estão trabalhando com os Estados Unidos para aprovar a entrada dos tecnocratas na Faixa de Gaza até o final do mês.

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e a sede da Coordenação das Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT) não responderam aos questionamentos do Haaretz sobre o assunto.

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Segundo o plano de 20 pontos do presidente dos EUA, Donald Trump, o comitê de tecnocratas de Gaza seria encarregado de fornecer “serviços públicos diários e serviços municipais” na Faixa de Gaza e operaria sob a supervisão do Conselho de Paz.

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RS/via Fotos Publicas

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O premiê Netanyahu prometeu na segunda-feira (20/01) que as forças turcas e catarianas não pisariam em Gaza, dias depois de a Casa Branca anunciar que autoridades desses países fariam parte do Conselho da Paz para supervisionar a gestão da Faixa de Gaza no pós-guerra. Ele também reconheceu que Israel e os EUA tinham “certos desavenças” sobre o assunto.

Em um discurso no Knesset (parlamento israelense), o primeiro-ministro foi taxativo: a Turquia e o Catar, países que têm se posicionado contra as políticas genocidas de Israel, não terão “nenhuma autoridade ou influência” nos diversos órgãos criados pelo governo do presidente Donald Trump.

Referindo-se ao Conselho Executivo de Gaza, Netanyahu afirmou que Doha e Ancara “são apenas membros de um comitê consultivo de uma das três comissões, na qual não têm nenhuma autoridade, influência ou soldados. É um órgão, mas existem vários outros”. Na verdade, o Conselho Executivo supervisionará a administração da Faixa de Gaza no pós-guerra.

Antes do anúncio dos EUA, o gabinete de Netanyahu insistia repetidamente que Israel não permitiria que a Turquia ou o Catar estabelecesse qualquer presença em Gaza após a guerra. No entanto, após o anúncio dos EUA de que esses países desempenhariam um papel, Netanyahu passou a enfatizar sua oposição à presença militar turca e catariana na região.

“Não haverá soldados turcos nem soldados catarianos na Faixa de Gaza”, disse ele em seu discurso no Knesset.

Embora a Turquia tenha manifestado interesse em integrar a força multinacional destinada a supervisionar a segurança de Gaza, a ideia sequer foi considerada pelo Catar, já que as forças armadas do país do Golfo não são adequadas para tal contribuição, fontes informaram ao The Times of Israel.