Quarta-feira, 4 de março de 2026
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Israel cometeu um novo massacre na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (29/05), matando pelo menos 23 palestinos em um bombardeio contra o campo de refugiados de Al Bureij, no centro do enclave palestino.

O ataque aéreo israelense derrubou um prédio e também feriu dezenas, de acordo com fontes do Hospital dos Mártires de Al Aqsa, na cidade de Deir al Balah, para onde os feridos foram levados. 

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As mortes foram confirmadas pelo oficial da Defesa Civil Mohammad Al-Mughayyir. ‘23 pessoas morreram, outras ficaram feridas e várias estão desaparecidas após um ataque aéreo israelense à casa da família Qreinawi, a leste do campo de refugiados de Al-Bureij, no centro da Faixa de Gaza“.

Ainda de acordo com o porta-voz do centro de saúde, as Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) utilizaram armas proibidas internacionalmente no mais recente ataque. À emissora Al Jazeera, o representante relatou que as vítimas “chegaram carbonizadas” no hospital. 

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O porta-voz ainda denunciou que o genocídio praticado por Israel em Gaza deixou 22 hospitais “completamente fora de serviço”, 70 mil crianças em risco de morte pela desnutrição e 11 mil pacientes que necessitam de “tratamento imediato”, em meio ao bloqueio de Tel Aviv. 

Além do bombardeio contra o local de deslocados, outros seis palestinos, incluindo duas crianças, foram mortos após um ataque israelense em outra casa na cidade de Jabalia, no norte de Gaza.

Horas antes, a mídia palestina noticiou que pelo menos 13 palestinos foram mortos em meio a bombardeios em diversas áreas do território palestino .

De acordo com a Al Jazeera, pelo menos 55 pessoas foram mortas em ataques israelenses desde a meia-noite desta quinta-feira. Estes números são provisórios, uma vez que ainda há corpos sob os escombros. 

Mortes em campo de refugiados foram confirmadas pelo oficial da Defesa Civil Mohammad Al-Mughayyir
Tasnim

Caos durante distribuição de alimentos

Além dos bombardeios, a fome no enclave levou milhares de civis famintos e desesperados por ajuda humanitária a saquear um depósito do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

A organização das Nações Unidas relatou que milhares de pessoas famintas invadiram o armazém de alimentos Al-Ghafari, em Deir Al-Balah, para roubar sacos de farinha e caixas. Durante o ato, autoridades atiraram contra os palestinos, mas não está claro quem abriu fogo contra os civis.

 O PMA não advertiu o saqueamento, mas usou da situação para denunciar que as necessidades humanitárias em Gaza “escaparam do controle” após um bloqueio israelense que durou quase três meses e foi aliviado, de forma insuficiente, na semana passada.

Diante de uma onda de críticas internacionais, Israel começou a distribuir ajuda nos últimos dias, de forma limitada e fora do sistema da ONU, por meio da Fundação Humanitária de Gaza, organização norte-americana.

A medida atraiu a condenação de vários países, uma vez que foram relatadas “duas pessoas mortas e várias feridas pelas forças israelenses perto do centro de ajuda norte-americano”, de acordo com a Defesa Civil de Gaza. 

Israel bloqueou a entrada de alimentos, água e ajuda humanitária na Faixa de Gaza, causando fome entre uma população da qual metade são crianças e deslocando a maioria dos dois milhões de habitantes de Gaza inúmeras vezes.

Desde o início do cerco militar israelense em 7 de outubro de 2023, o número de mortos na Faixa de Gaza subiu para 54.084, a maioria crianças e mulheres. O número de feridos subiu para 123.308, enquanto milhares de vítimas permanecem sob os escombros.

(*) Com Ansa, TeleSUR e informações da Al Jazeera