Israel bombardeia Gaza, Síria e Cisjordânia e deixa ao menos 16 mortos
Ministério das Relações Exteriores sírio e Hamas condenam 'projeto colonial sionista' exigindo ação imediata da ONU contra crimes de guerra
Israel intensificou sua ofensiva militar em Gaza, Cisjordânia e Síria nesta sexta-feira (28/11). Ao menos 13 sírios foram mortos na cidade de Beit Jinn, a sudoeste da capital Damasco, dois palestinos foram executados durante uma incursão na cidade de Jenin, na Cisjordânia ocupada e outro palestino foi martirizado no município de Bani Suheila, perto da cidade de Khan Younis.
Os assassinatos extrajudiciais de dois palestinos desarmados por Israel na Cisjordânia ocupada não têm justificativa, afirmou Mustafa Barghouti, secretário-geral do partido político Iniciativa Nacional Palestina, à emissora catari Al Jazeera. “Israel não está em guerra com ninguém. Eles estão apenas realizando ataques contra a população civil”, disse Barghouti.
Pelo menos outros três civis ficaram feridos durante uma intervenção militar sionista em um campo de refugiados de Far’a, na Cisjordânia, de acordo com a agência de notícias Wafa. O diretor da Sociedade de Prisioneiros Palestinos em Tubas, Kamal Bani Odeh, informou que pelo menos 15 pessoas foram presas a partir da meia-noite. E acrescentou que três pessoas feridas foram transportadas para fora do campo de Tubas.
Um disparo de um tanque israelense feriu uma criança na região de Rafah, que está sendo alvo de ataques aéreos, juntamente com artilharias na cidade vizinha de Khan Younis. Uma ofensiva com drone no município de Bani Suheila também matou uma pessoa.

Enquanto Síria denuncia ‘agressão grave’, líder palestino Barghouti afirma: ‘Israel não está em guerra, apenas ataca população civil desarmada’
IRNA/Fotos Públicas
Ofensiva sionista se expande para a Síria
O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou a incursão de Israel na cidade de Beit Jinn “nos termos mais fortes”, classificando-a como um “crime de guerra em larga escala”. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o ministério afirmou que “responsabiliza totalmente as autoridades de ocupação israelenses por essa grave agressão e pelas vítimas e destruição resultantes”.
“A continuidade desses ataques criminosos ameaça a segurança e a estabilidade na região e se insere no contexto de uma política sistemática para desestabilizar a situação e impor uma realidade agressiva pela força”, acrescentou o comunicado.
O Hamas condenou os ataques e declarou que a incursão no território “constitui uma violação da soberania síria e uma continuação da política de ilegalidade e intimidação praticada pela ocupação sionista contra os países árabes”.
Tanto o ministério quanto o grupo de resistência palestino instaram o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Liga Árabe a “tomarem medidas imediatas para pôr fim à política de agressão e às repetidas violações”.























