Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

Apesar do cessar-fogo em vigor, Israel intensificou os ataques no sul da Faixa de Gaza. Na última segunda-feira (05/01), um bombardeio contra uma tenda de deslocados matou uma menina de cinco anos e seu tio, segundo autoridades locais.

O Complexo Médico Nasser, no sul de Khan Younis, informou que a ofensiva israelense atingiu uma tenda na área costeira de al-Mawasi e que outras quatro pessoas, incluindo crianças, também ficaram feridas.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Sem apresentar provas, o Exército israelense afirmou que os ataques visavam um ‘combatente do Hamas’ que supostamente planejava um ataque ’em breve’ e outro palestino que cruzou a ‘linha amarela’ — uma fronteira não demarcada estabelecida após o cessar-fogo — com o objetivo de ‘eliminar a ameaça’.

A Defesa Civil Palestina informou na segunda-feira que outra casa palestina danificada em ataques israelenses anteriores desabou no campo de refugiados de Maghazi, no centro da Faixa de Gaza, matando um pai de 29 anos e seu filho de oito anos.

Mais lidas

A Defesa Civil ainda informou, em comunicado posterior, que não consegue atender a chamados para remover escombros perigosos devido à falta de equipamentos e à escassez crônica de combustível.

Dois mártires, um deles uma criança, chegaram ao Hospital Médico Nasser após serem mortos em um bombardeio israelense que teve como alvo uma tenda que abrigava pessoas deslocadas na área de Al-Mawasi, a oeste de Khan Younis

Dois mártires, um deles uma criança, chegaram ao Hospital Médico Nasser após serem mortos em um bombardeio israelense que teve como alvo uma tenda que abrigava pessoas deslocadas na área de Al-Mawasi, a oeste de Khan Younis
Wafa

Israel continua a controlar 53% de Gaza, e testemunhas relataram na segunda-feira a continuidade das demolições de casas residenciais no bairro de Zeitoun, na zona leste da Cidade de Gaza.

Apesar do cessar-fogo, as forças israelenses continuaram os ataques quase diários contra Gaza e mantiveram as restrições à entrada de ajuda humanitária, agravando a crise num enclave onde cerca de 88% dos edifícios já estão danificados ou destruídos pela ofensiva israelense, segundo autoridades palestinas.

A maior parte dos dois milhões de habitantes de Gaza vive agora em tendas, abrigos improvisados ou edifícios danificados em áreas desocupadas pelas tropas israelenses.

O cessar-fogo em Gaza, acordado após anos de ataques israelenses que mataram mais de 71.000 pessoas, está sendo implementado em fases. A primeira fase inclui a troca de prisioneiros e detidos, o aumento da ajuda humanitária e a reabertura da passagem de fronteira de Rafah, em Gaza, com o Egito.

Travessia de Rafah

Grupos humanitários afirmam que as restrições israelenses continuam a dificultar a entrega de ajuda, enquanto a passagem de Rafah, na fronteira de Gaza com o Egito, permanece fechada. A emissora israelense Kan informou em 1º de janeiro que as autoridades estavam se preparando para reabri-la ’em ambas as direções’ após pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.