Terça-feira, 9 de dezembro de 2025
APOIE
Menu

O Exército israelense anunciou a demissão de três generais por falharem em impedir a Operação Al-Aqsa Flood, lançada por grupos de resistência palestinos em outubro de 2023.

Autoridades do Exército também anunciaram que processos disciplinares foram iniciados contra vários oficiais superiores.

Duas semanas atrás, o chefe do Estado-Maior General, Eyal Zamir, pediu uma “investigação sistêmica” sobre as vulnerabilidades que levaram ao ataque.

O governo, no entanto, está protelando a criação de uma comissão estadual de inquérito, apesar da pressão pública.

Sanções disciplinares para comandantes seniores

Segundo a agência AFP, a lista de generais demitidos inclui três comandantes de divisão, um dos quais era chefe da inteligência militar na época.

Um comunicado do exército divulgado no domingo (23/11) enfatizou que os três indivíduos são pessoalmente responsáveis ​​pela falha em impedir o ataque lançado pelo Hamas a partir da Faixa de Gaza.

Exército israelense anunciou processos disciplinares contra oficiais superiores devido a falhas em 7 de outubro de 2023
צבא ההגנה לישראל/X

A decisão de demissão foi formalizada depois que os três já haviam renunciado aos seus cargos.

Foram também anunciadas sanções disciplinares para os comandantes das forças navais e aéreas. Além disso, medidas semelhantes foram tomadas contra outros quatro generais e vários oficiais superiores.

Um relatório elaborado por uma comissão de especialistas nomeada por Eyal Zamir foi publicado no início deste mês. Este documento apresenta as conclusões das investigações internas do exército sobre os ataques de 7 de outubro.

O relatório concluiu que havia uma “vulnerabilidade sistêmica e organizacional de longa data” dentro do aparato militar.

A investigação também destacou a “falha de inteligência” do exército, afirmando que, apesar de possuir “informações extraordinárias e de alta qualidade”, os militares “não soaram o alarme” em relação aos ataques.

O documento também criticou os “processos inadequados de tomada de decisão e o destacamento de forças na noite de 7 de outubro de 2023” e apontou falhas na cadeia de comando do exército.