Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O governo de Israel matou mais jornalistas do que qualquer outro país em 2025, de acordo com um relatório anual publicado nesta terça-feira (09/12) pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Pela terceira vez consecutiva, a nação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu segue como a que mais mata profissionais da imprensa em todo o planeta.

Conforme o levantamento, que documentou as baixas por 12 meses a partir de dezembro, foram 29 repórteres palestinos assassinados pelas forças israelenses na Faixa de Gaza, enquanto o número total de fatalidades de profissionais da imprensa neste ano é de 67. Ou seja, o regime sionista foi responsável por 43% dos óbitos.

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Um dos ataques mais letais em 2025 ocorreu em 25 de agosto, quando as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) lançaram um duplo bombardeio contra um hospital no sul do enclave, matando cinco jornalistas, incluindo um fotógrafo da emissora catari Al Jazeera e dois colaboradores das agências internacionais Reuters e Associated Press

“O número de trabalhadores da imprensa mortos voltou a crescer devido às práticas criminosas de forças armadas regulares e não regulares e do crime organizado”, explicou a RSF, segundo a qual enfatizou que os “jornalistas não morrem, são assassinados”.

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O governo de Israel matou mais jornalistas do que qualquer outro país em 2025, segundo Repórteres sem Fronteiras
Mohamed Hinnawi/ UNRWA – Wikimedia Commons

Desde 7 de outubro de 2023, quando o Exército de Netanyahu passou a intensificar suas operações militares no território palestino, quase 220 foram assassinados cobrindo o genocídio em Gaza, segundo a documentação da RSF. Por sua vez, uma contagem da Shireen.ps, um site de monitoramento nomeado em homenagem à jornalista da Al Jazeera Shireen Abu Akleh, assassinada a tiros por forças israelenses na Cisjordânia ocupada em 2022, são quase 300 profissionais da imprensa mortos em Gaza em 26 meses do genocídio em curso. 

Enquanto isso, o governo de Israel proibiu a entrada de repórteres estrangeiros no enclave, a menos que eles cheguem em turnês rigorosamente controladas e organizadas pelo próprio Exército sionista. A medida ignora os frequentes apelos realizados por grupos independentes de mídia e organizações que lutam pela liberdade de imprensa por acesso.

O segundo país mais perigoso depois de Israel é o México, segundo a RSF, registrando nove mortes no último ano. Em seguida, vem o Sudão, com quatro mortes, e, depois, a Ucrânia, com três. 

(*) Com Ansa