Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
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O governo de Israel entregou na quinta-feira (29/01) os 15 últimos corpos de palestinos ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, três dias após recuperar os restos mortais do último prisioneiro israelense, em um movimento em que os mediadores do acordo de cessar-fogo esperam que abra caminho para a próxima etapa do plano norte-americano de paz.

“O Comitê Internacional da Cruz Vermelha facilitou hoje o retorno de 15 palestinos falecidos a Gaza. Isso marca a conclusão de uma operação de meses que reuniu famílias e apoiou a implementação do acordo de cessar-fogo”, confirmou o órgão em comunicado. 

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Em um primeiro momento, a emissora catari Al Jazeera relatou que as autoridades palestinas tentavam determinar se os corpos dos palestinos seriam liberados no Hospital Nasser, em Khan Younis, ou no Hospital al-Shifa, na cidade de Gaza. Mais tarde, o jornal The Times of Israel apurou que a transferência ocorreu no al-Shifa.

Na quarta-feira (28/01), Tel Aviv enterrou o policial Ran Gvili, um dos 251 prisioneiros mantidos no enclave após o 7 de outubro de 2023. Em seu funeral, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu voltou a ameaçar que os inimigos de sua nação pagariam um preço alto em caso de nova ofensiva.

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A troca de restos mortais faz parte do acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel, implementado em 10 de outubro de 2025. Em meio ao tratado e ao genocídio em curso, milhares de palestinos continuam detidos em prisões israelenses, de forma arbitrária e sem acusações nem julgamentos.

O governo de Israel entregou os últimos corpos de 15 palestinos ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Fotos Públicas/IRNA

Um relatório de julho de 2024 do Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos constatou que Israel mantinha cerca de 9.400 palestinos como “detentos de segurança”, muitas vezes sem justificativas para as suas detenções, em instalações onde abusos como tortura e agressão sexual são comuns. Por sua vez, em novembro, o grupo Médicos pelos Direitos Humanos-Israel divulgou um relatório afirmando que, dos reféns palestinos mantidos em Israel, pelo menos 94 haviam sido mortos em situações de tortura, negligência médica, desnutrição e agressão. 

Enquanto isso, o veículo de notícias israelense Haaretz informou que as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) adotaram “pela primeira vez a contagem do Ministério da Saúde de Gaza de quase 70.000 mil palestinos mortos durante a guerra”. Isso porque o regime sionista tem contestado repetidamente o número de mortos informado pela pasta. Desde 7 de outubro de 2023, mais de 71.667 mil pessoas morreram no território palestino em decorrência dos ataques diários de Israel, mesmo com a implementação do cessar-fogo.