Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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O ministro das Finanças israelense, o ultranacionalista Bezalel Smotrich, afirmou que os planos de uma nova estrada na Cisjordânia ocupada visam “enterrar a ideia de um Estado palestino”. A obra, que isolará o coração do território palestino, faz parte da expansão do assentamento ilegal na área E1, a leste de Jerusalém, e deve ter as obras iniciadas em fevereiro.

Projetado como um corredor de trânsito fechado para veículos palestinos, o desvio fornecerá um pretexto para impedir seu acesso às estradas existentes, onde apenas carros israelenses serão permitidos. Aprovada inicialmente em 2020 pelo então ministro da Defesa de direita, Naftali Bennett, a obra foi apelidada de “estrada da soberania”. A oposição, por sua vez, a chama de “estrada do apartheid”, por impor sistemas de transporte separados.

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De forma contundente, Hagit Ofran, especialista em assentamentos do grupo israelense de defesa dos direitos humanos Peace Now, afirmou ao Guardian: “será também um instrumento para a limpeza étnica das comunidades palestinas remanescentes na área. Eles querem a terra, não querem as pessoas.”

O atual ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou no ano passado que a construção de estradas e a expansão dos assentamentos fortaleceriam o “domínio” de Israel sobre a Cisjordânia ocupada.

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A área E1 abrange cerca de 3% da Cisjordânia ocupada. É um triângulo de terra entre Jerusalém, Belém e Ramallah, considerado crucial para a viabilidade e a prosperidade de um futuro Estado palestino.

Mapa da área E1
Peace Now

De acordo com o Guardian, os palestinos afetados, que haviam entrado com uma petição na justiça israelense para impedir a construção, foram notificados sobre o avanço irreversível dos planos.

A construção da estrada avança paralelamente aos preparativos israelenses para iniciar a construção de mais de 3.000 casas na área E1, vizinha ao assentamento existente de Ma’ale Adumim.

Qualquer pessoa que viaje da área E1 para Israel agora precisa passar por um posto de controle para chegar a Jerusalém. Assim que os palestinos forem excluídos das estradas nessa região, o posto de controle será removido, permitindo que os israelenses viajem sem interrupções para Jerusalém.

Quando Israel deu aprovação formal ao projeto E1 no ano passado, mais de 20 países, incluindo o Reino Unido, a França, o Canadá e a Austrália, condenaram essa decisão como uma violação inaceitável do direito internacional.