Quinta-feira, 5 de março de 2026
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Um ataque aéreo israelense contra a escola Hafsa al-Faluja, localizada no campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, deixou ao menos 15 mortos nesta quinta-feira (26/09), de acordo com as informações da Defesa Civil local. Segundo a emissora catari Al Jazeera, vários palestinos deslocados que se abrigavam na estrutura ficaram feridos, sendo alguns em estado grave. 

Os militares israelenses justificaram o bombardeio alegando que a escola era usada como um “centro de comando e controle” para o Hamas. No entanto, não se trata da primeira vez que Israel tem como alvo instalações civis, como escolas e hospitais, que servem de abrigo para os deslocados.

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A agência de notícias Associated Press (AP) informou que as equipes de resgate tiraram as vítimas para fora do complexo escolar “em meio a escombros generalizados e multidões de pessoas”.

Reprodução/Wafa
Ataque israelense à escola Hafsa al-Faluja, do campo de refugiados de Jabalia, em Gaza, deixa ao menos 15 mortos e vários feridos

De acordo com um morador local ouvido pela Reuters, o instituto foi atingido por “dois mísseis”. Acrescentou ainda que quando os dispositivos colidiram na estrutura, pensou que tivesse ocorrido “um terremoto”.

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“Deveria ser um lugar para os deslocados encontrarem um santuário, pessoas que não têm mais opções”, relatou. “Foi um massacre chocante.”

Desde 7 de outubro de 2023, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) deslocaram aproximadamente 90% do total de 2,3 milhões de habitantes no enclave. A campanha militar israelense, que está prestes a completar um ano, resultou em mais de 41 mil mortes, vitimando em sua maioria mulheres e crianças.

Nesse contexto, muitas escolas foram transformadas em abrigos. Entretanto, segundo análises de satélite das Nações Unidas (ONU), pelo menos 61% dessas estruturas foram diretamente atingidas pelas forças israelenses durante o conflito, enquanto 24% delas se encontram danificadas.

(*) Com Ansa e Telesur