Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Ataques aéreos israelenses mataram pelo menos dois palestinos em Gaza neste sábado (21/02), terceiro dia do Ramadã, o mês sagrado para os muçulmanos. Apesar do acordo de cessar-fogo firmado por Israel e Hamas em outubro, Tel Aviv segue violando a trégua no território.

Os ataques ocorreram no campo de Jabalia, no norte de Gaza, e na área de Qizan an-Najjar, no sul. O exército israelense pareceu reconhecer um dos ataques em uma postagem no X, alegando que suas forças mataram um combatente que cruzou para o lado israelense da linha de demarcação e se aproximou de suas tropas “de uma maneira que representava uma ameaça imediata”. O exército acrescentou que “continuará agindo”.

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Na Cisjordânia, um jovem palestino e uma criança ficaram feridos por balas reais durante uma incursão israelense na cidade de Beit Furik, a leste de Nablus. Ameed Ahmad, diretor do Centro de Ambulâncias e Emergências da Cruz Vermelha em Nablus, informou à agência Wafa que um homem de 20 anos foi baleado na cabeça e transferido para um hospital em estado crítico.

O número total de palestinos mortos em ataques israelenses desde a entrada em vigor do “cessar-fogo” subiu para 614, com mais de 1.640 feridos, segundo a agência palestina.

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WAFA

Ramadã sob ocupação: Israel impõe restrições severas a fiéis palestinos em Al-Aqsa

Israel está impondo restrições severas ao acesso de palestinos ao complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, para as primeiras orações de sexta-feira (20/02) do Ramadã.

No posto de controle de Qalandiya, perto de Ramallah, formaram-se longas filas de fiéis que esperavam conseguir entrar no local sagrado. No entanto, as Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram que apenas 10 mil palestinos da Cisjordânia ocupada poderiam atravessar nesta sexta. Os autorizados a passar são apenas crianças menores de 12 anos, homens com mais de 55 anos e mulheres com 50 anos ou mais – regras que escancaram o caráter discriminatório da ocupação, que trata a presença palestina em seus locais sagrados como uma concessão, não como um direito.

Testemunhas disseram à agência Wafa que as forças israelenses impediram a entrada de dezenas de fiéis idosos nos postos de controle de Qalandiya e Belém, alegando falta das permissões necessárias para acessar Jerusalém.

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