Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Segundo o Sindicato dos Jornalistas Palestinos, Israel matou pelo menos 706 familiares de jornalistas palestinos desde o início da sua guerra genocida em Gaza, em outubro de 2023. O Comitê de Liberdades do sindicato afirmou em um relatório divulgado no final de sábado (27/12) que as forças israelenses estão sistematicamente atacando famílias de jornalistas como parte do que chamou de guerra destinada a silenciar o jornalismo palestino.

O relatório afirmou que os ataques representam uma estratégia deliberada, e não de mortes como resultado da guerra. Muhammad al-Lahham, chefe do Comitê de Liberdades, afirmou que o padrão de ataques entre 2023 e 2025 expõe a intenção de Israel de sufocar o jornalismo independente em Gaza.

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Ele também declarou que os ataques contra famílias de jornalistas “revela-se que a ocupação israelense está travando uma guerra abrangente contra a verdade, sem fazer distinção entre a câmera e a criança, nem entre a caneta e o lar”.

O comitê afirmou que as forças israelenses mataram 436 parentes de jornalistas em 2023, 203 em 2024 e pelo menos 67 neste ano. As mortes continuaram mesmo depois que muitas famílias foram deslocadas à força e buscaram abrigo em tendas e acampamentos improvisados, acrescentou.

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Ainda, segundo o documento, os ataques israelenses atingiram repetidamente casas de jornalistas, locais de deslocamento e áreas onde se sabe que residem profissionais da mídia e seus familiares. Em alguns casos, famílias inteiras foram dizimadas, deixando jornalistas vivos para testemunhar seu extermínio.

O comitê descreveu isso como uma “mudança qualitativa” no comportamento de Israel, passando da perseguição individual para a punição coletiva. “Ao transformar famílias em alvos, Israel visa intimidar a própria sociedade e eliminar o ambiente que nutre a mídia”.

De acordo com o Shireen.ps, quase 300 jornalistas e profissionais da mídia foram mortos em Gaza durante a guerra ao longo de 26 meses – uma média de cerca de 12 jornalistas por mês. Em dezembro, um relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras constatou que Israel matou mais jornalistas em 2025 do que qualquer outro país.

Apesar das condenações de grupos de defesa da liberdade de imprensa, Israel nunca prendeu ou acusou nenhum de seus soldados pelo assassinato de jornalistas.