Quarta-feira, 4 de março de 2026
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Em nota, a Coalizão da Flotilha da Liberdade denunciou a ilegalidade da interceptação, na noite deste sábado (26/07) de sua embarcação civil, Handala, que saiu no último dia 13 de junho de Siracusa, na Itália, para levar ajuda humanitária à população civil em Gaza.

“Oficiais israelenses ignoraram as ordens vinculantes promulgadas pela Corte Internacional de Justiça que exigem a viabilização de acesso humanitário à Gaza. Os ataques contínuos à missões civis representam uma grave violação ao direito internacional”, diz o texto.

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Ann Wright, do comitê diretivo da Flotilha, afirmou que “Israel não tem autoridade para deter civis internacionais”. Ela destacou que “essa não é uma questão de jurisdição interna israelense. Essas pessoas são estrangeiras operando de acordo com leis internacionais em águas internacionais. Sua detenção é arbitrária, ilegal e deve acabar”.

A interceptação ocorreu a aproximadamente 40 milhas náuticas de Gaza, às 23h43 (horário local), quando foram desligadas as câmeras a bordo do barco pesqueiro e interrompida a comunicação com a tripulação. O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou que os ativistas foram levados para a costa de Israel.

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Handala, embarcação da Flotilha, é interceptado pela Marinha israelense neste sábado (26/07)
Reprodução / @GazaFreedomFlotilla

Águas internacionais

Na nota, a Flotilha detalha que o barco desarmado transportava suprimentos essenciais, incluindo fórmula infantil, fraldas, comida e medicamentos, que foram apreendidos pelas forças israelenses. “A interceptação aconteceu em águas internacionais, fora das águas territoriais palestinas ao largo de Gaza, em violação ao direito marítimo internacional”, frisa o texto.

A tripulação reunia 21 ativistas de 12 países, incluindo parlamentares, advogados, jornalistas, sindicalistas, ambientalistas e outros ativistas dos direitos humanos. Eles afirmaram, antes do sequestro em águas internacionais, que farão greve de fome.

A interceptação do Handala é o terceiro ataque violento neste ano, lembra o texto. Ela sucede “o bombardeio por drones ao barco humanitário Conscience em águas europeias em maio, que feriu 4 pessoas e inutilizou a embarcação, e a apreensão ilegal do Madleen em junho, quando as forças de ocupação sequestraram 12 civis, incluindo o internacionalista brasileiro Thiago Ávila, a ativista sueca Greta Thunberg e a parlamentar francesa Rima Hassan”, aponta.

Nas redes sociais a Flotilha da Liberdade divulgou a mensagem prévia gravada em vídeo pelos ativistas. Eles exigem medidas concretas de seus países contra o genocídio e o fim das relações diplomáticas com Israel.