Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A polícia de Israel pretende indiciar a ex-procuradora-geral e advogada militar, Yifat Tomer-Yerushalmi, e outros altos funcionários jurídicos pelo vazamento de um vídeo em que soldados israelenses torturam e abusam sexualmente de um detento palestino na prisão de Sde Teiman, de acordo com uma publicação do jornal Haaretz, na segunda-feira (29/12). Tomer-Yerushalmi admitiu ter divulgado as imagens no início deste ano e, logo depois, renunciou ao cargo.

Segundo a mídia israelense, a investigação constatou que há evidências que acusam Tomer-Yerushalmi de transferência de informações oficiais, obstrução da justiça, abuso de cargo, fraude e quebra de confiança. Acrescentou também a obtenção de provas suficientes para indiciar o ex-vice-procurador-geral militar, Gal Asael, e o ex-procurador-chefe, Matan Solomesh, além de outros oficiais, no envolvimento do caso.

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A expectativa é de que a polícia divulgue suas conclusões ainda nesta semana. A pena máxima para todos esses crimes corresponde a três anos de prisão.

A polícia de Israel pretende acusar a ex-procuradora-geral e advogada militar, Yifat Tomer-Yerushalmi, por vazar vídeo de estupro coletivo contra detendo palestino na prisão Sde Teiman
Ordem dos Advogados

O caso está relacionado a um incidente ocorrido em julho de 2024, em um vídeo vazado pela mídia local com o aval de Tomer-Yerushalmi.

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Na ocasião, imagens de câmeras de segurança registraram um grupo de prisioneiros palestinos deitados no chão da base militar de Sde Teiman, com os olhos vendados. Cinco reservistas então selecionam uma das vítimas e a levam para um canto da instalação para violentá-la. O homem sofreu “sinais de abuso grave”, tendo inclusive um intestino rompido e trauma retal grave.

A tortura repercutiu amplamente nas redes sociais e resultou na prisão de dez soldados israelenses. Segundo o Haaretz, os envolvidos fazem parte de uma unidade chamada Force 100, cuja função é proteger a instalação Sde Teiman.

(*) Com Telesur