Domingo, 8 de fevereiro de 2026
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O governo de Israel anunciou neste domingo (01/02) que proibirá as operações humanitárias da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Faixa de Gaza a partir de 1ª de março, em uma decisão que privará ainda mais os palestinos de assistência básica.

“O Ministério dos Assuntos da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo está tomando medidas para interromper as atividades de Médicos Sem Fronteiras na Faixa de Gaza”, declarou a pasta em comunicado. A decisão ocorreu após “a falha da MSF em apresentar listas de funcionários locais, um requisito aplicado a todas as organizações humanitárias que atuam na região”, acrescentou.

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Em dezembro, o regime sionista havia ameaçado proibir a atuação de 37 organizações humanitárias em Gaza, incluindo a MSF, ao afirmar que elas deveriam enviar uma lista com as informações detalhadas de seus respectivos colaboradores palestinos “para excluir qualquer vínculo com o terrorismo”. Na ocasião, o Ministério dos Assuntos da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo advertiu que as ONGs que se recusassem à exigência teriam as suas licenças cassadas e encerrariam “todas as atividades até 1º de março de 2026”.

O ministério havia alegado anteriormente que dois funcionários da MSF tinham ligações com os grupos Hamas e Jihad Islâmica, acusações que foram negadas pela organização.

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Na última sexta-feira (30/01), a MSF explicou que havia concordado em compartilhar com Israel uma lista com os nomes de seus funcionários palestinos e internacionais, mas que não recebeu garantias suficientes do outro lado de que essas informações seriam usadas apenas para fins administrativos e não colocariam os colaboradores em risco.

De acordo com a organização, 15 de seus funcionários foram mortos ao longo do genocídio promovido por Israel na Palestina, desde 7 de outubro de 2023. Atualmente, a MSF é responsável por cerca de 20% dos leitos hospitalares em Gaza e opera aproximadamente 20 centros de atendimento médico. Somente em 2025, informou ter realizado mais de 800 mil consultas médicas e mais de 10 mil partos de bebês.

(*) Com Ansa