Domingo, 8 de março de 2026
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Israel ameaçou neste sábado (02/08) dar continuidade ao genocídio na Faixa de Gaza enquanto as negociações com o Hamas não avançarem com um único objetivo de libertar os reféns. Durante visita às suas tropas no território palestino, o chefe do Estado-Maior do Exército israelense, Eyal Zamir, afirmou que “os combates não terão trégua”.

Em comunicado, o tenente-general afirmou que é possível que nos próximos dias o grupo palestino esclareça as perspectivas de um acordo. 

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“A guerra continua e vamos adaptá-la à realidade que muda de acordo com nossos interesses”, acrescentou. O militar também ressaltou que os resultados obtidos nas operações “proporcionam flexibilidade operacional” a Israel.

Entretanto, é importante lembrar que foram o regime sionista e os Estados Unidos, um dos países mediadores do acordo juntamente com Egito e Catar, que atrasaram o processo ao se retirarem das negociações, na última vez que ele foi posto em pauta. Em 24 de julho, o Hamas informou ter apresentado alterações para um possível cessar-fogo, acrescentando que estava aceitando as linhas gerais do acordo lançado pelos EUA. Tempo depois, tanto Washington quanto Tel Aviv anunciaram a retirada.

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De acordo com fontes próximas às negociações ouvidas pela mídia local, as divergências se concentraram nos tópicos que dizem respeito às áreas para onde os militares israelenses seriam realocados e nos termos de quantos reféns o regime sionista libertaria em troca de prisioneiros. 

A posição israelense é dada no momento em que Gaza sofre de uma fome generalizada em decorrência dos bloqueios humanitários impostos por Tel Aviv. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, neste sábado, mais sete pessoas, incluindo uma criança, morreram devido à “fome e desnutrição” nas últimas horas. Com isso, subiu para 169 o número de mortes por desnutrição. Desse total, 93 são menores de idade.

Embora até o próprio presidente norte-americano Donald Trump tenha reconhecido a “fome real” no enclave, Israel segue negando os fatos. Para Zamir, as denúncias de escassez de alimentos são infundadas.

“A atual campanha de falsas acusações sobre uma fome deliberada é uma tentativa planejada e mentirosa de acusar Tsahal [o Exército israelense] — de crimes de guerra”, declarou, atribuindo a culpa ao Hamas.

Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior do Exército israelense
Ministry of Defense

Witkoff em Tel Aviv e em Gaza

O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, reuniu-se neste sábado em Tel Aviv com membros de famílias de reféns israelenses que permanecem em Gaza. Em comunicado, o Fórum de Famílias de Reféns informou que, durante o encontro de quase três horas, o negociador norte-americano afirmou “o compromisso do presidente [Donald] Trump”, assim como “seu próprio compromisso pessoal” para a libertação de todos os reféns.

No dia anterior, Witkoff havia realizado uma visita no enclave, a um dos centros de distribuição operados pela controversa Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês). Apoiada por Tel Aviv e Washington, a GHF é denunciada por organizações de direitos humanos por servir de “armadilha” para matar palestinos.

O Hamas condenou a visita, afirmando que ela é “nada mais do que uma apresentação teatral pré-arranjada destinada a enganar a opinião pública, polir a imagem da ocupação e fornecer-lhe cobertura política para administrar a fome e continuar a matança sistemática de crianças e civis desarmados de nosso povo na Faixa de Gaza”.