Terça-feira, 3 de março de 2026
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Israel está restringindo severamente o acesso dos palestinos ao complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, para as primeiras orações desta sexta-feira (20/02) do Ramadã. O mês sagrado para os muçulmanos na Palestina começou nesta quarta-feira (18/02).

O posto de controle sionista de Qalandiya, perto de Ramallah, apresentou filas gigantescas de fiéis esperançosos em conseguir entrar e rezar no local sagrado. Entretanto, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram que seria permitido apenas a entrada de 10 mil palestinos na Cisjordânia ocupada durante esta sexta. São elegíveis apenas crianças menores de 12 anos, homens maiores de 55 anos e mulheres com 50 anos ou mais.

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Testemunhas disseram à agência palestina de notícias Wafa que as forças israelenses impediram a entrada de dezenas de fiéis idosos em Qalandiya e no posto de controle de Belém, alegando a falta das permissões necessárias para acessar Jerusalém.

Por sua vez, o Canal 12 de Tel Aviv informou que apenas cerca de 2.000 palestinos conseguiram atravessar o posto de controle de Qalandiya em direção a Jerusalém pela manhã, em meio a um estado de alerta máximo militar israelense nos postos de controle que separam a Cisjordânia de Jerusalém Oriental.

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Cidadãos se aglomeram no posto de controle ao norte de Belém em direção à Mesquita de Al-Aqsa para realizar a primeira oração de sexta-feira do mês sagrado do Ramadã
Wafa

A Wafa ainda relatou que várias casas na cidade de Qabatiya, ao sul de Jenin, foram convertidas em postos militares israelenses. Moradores foram forçados a evacuar o local. Os soldados também invadiram e revistaram diversas residências, detendo os moradores e interrogando-os no local.

Segundo a emissora catari Al Jazeera, há 3,3 milhões de pessoas na Cisjordânia ocupada. “Em anos anteriores, chegamos a ver até 250 mil fiéis naquele local sagrado, e agora espera-se apenas uma fração desse número. E serão pessoas vindas da Cisjordânia ocupada, da própria Jerusalém Oriental ocupada e cidadãos palestino-israelenses do interior do Estado de Israel”, declarou a jornalista da Al Jazeera.

Em declarações à Palestine TV, Omar Rajoub, diretor do departamento de mídia do governo de Jerusalém, afirmou que as medidas também representam uma intromissão no trabalho do Waqf Islâmico em Jerusalém e um ataque direto à sua autoridade na administração da Mesquita de Al-Aqsa, como parte dos esforços para alterar o status quo de longa data.

Os muçulmanos palestinos também enfrentarão dificuldades durante a quebra do jejum, devido à escassez de alimentos causada pelo genocídio israelense no território. Apesar do acordo de cessar-fogo firmado em outubro, a entrada de ajuda humanitária segue limitada e restrita.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) afirmou na quinta-feira que as condições humanitárias em Gaza permanecem críticas, citando as restrições contínuas à entrega de ajuda. Acrescentou que a dimensão das necessidades excede o que atualmente é permitido entrar e reiterou seu apelo para o levantamento das restrições ao acesso da ajuda humanitária.