Terça-feira, 3 de março de 2026
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O Exército de Israel continuou atacando cidadãos palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada ao longo das primeiras horas desta quarta-feira (11/02), antes do encontro previsto entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Ambas as autoridades estão em Washington com a expectativa de que discutam sobre as negociações nucleares com o Irã, assim como o chamado “Conselho de Paz” para Gaza.

Nesta manhã, pelo menos 15 famílias foram forçadas a deixar suas casas em meio às ofensivas contínuas de colonos israelenses na vila de Deir al-Dik, a oeste de Jericó, na Cisjordânia. Segundo a emissora catari Al Jazeera, as incursões das forças israelenses seguiram por Hebron, e nelas incluíram a aplicação de gás lacrimogêneo contra os habitantes. Ataques também foram registrados no bairro palestino de Silwan, em Jerusalém Oriental ocupada.

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O Exército também realizou ofensivas aéreas e bombardeios no sul de Gaza, em Khan Younis. Uma criança palestina acabou ficando ferida por tiros israelenses.

De acordo com as recentes atualizações divulgadas pelo Ministério de Gaza, desde a intensificação do genocídio promovido por Israel na Palestina, em 7 de outubro de 2023, ao menos 72.045 pessoas na região foram mortas, enquanto 171.686 ficaram feridas. Já desde a implementação do cessar-fogo selado com o Hamas, em 10 de outubro passado, pelo menos 591 palestinos foram mortos e 1.578 ficaram feridos em ataques e consequentes violações israelenses.

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Na Cisjordânia ocupada, desde outubro de 2023, as forças israelenses e colonos mataram pelo menos 1.113 pessoas, incluindo 230 crianças. Além disso, feriram mais de 11.111 civis. 

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúnem nesta quarta-feira (11) em Washington
Fotos Públicas/Joyce N. Boghosian

Encontro entre Trump e Netanyahu

Esperava-se que o encontro entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu fosse acontecer em 19 de fevereiro, segundo a Al Jazeera. Contudo, a reunião na Casa Branca foi adiantada à medida que as negociações nucleares por parte de Washington com Teerã foram avançando.

Segundo uma apuração do jornal The Times of Israel, a expectativa é de que o primeiro-ministro israelense comunique ao republicano que a segunda fase do cessar-fogo em Gaza “não está avançando”. Contudo, vale lembrar que o Hamas criticou, de maneira recorrente, a série de violações por parte do regime sionista com o tratado. O Escritório de Mídia do governo de Gaza registrou pelo menos 1.620 violações israelenses – que englobam ataques aéreos, de artilharia, tiroteios e bombardeios – desde 10 de outubro de 2025 a 10 de fevereiro de 2026.  

O plano de cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, prevê a desmilitarização de Gaza e o desarmamento do Hamas, bem como a retirada das tropas israelenses do enclave. Até o momento, o Hamas descarta a entrega de armas, questão considerada inegociável para o regime sionista.

A visita de Estado ocorre apesar de Netanyahu ser alvo do Tribunal Penal Internacional (TPI), que emitiu um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense em novembro de 2024 por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos em Gaza.